Umas das atrações da “São Paulo Play Week” será o lançamento oficial do jogo não-digital Purposyum, Challengers of Justice. Concebido e produzido por alunos da ETEC Parque da Juventude, situado no bairro do Carandirú (Zona Norte) ,com a mediação de pesquisadores do grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento da Universidade de São Paulo (USP), o jogo de cartas foi selecionado pela Organização das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODC) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) entre os dez jogos da campanha “Educação para a Justiça”.

A ideia selecionada pela ONU evoluiu quando Gilson Schwartz, coordenador do grupo “Cidade do Conhecimento” na USP e diretor para América Latina da rede “Games for Change”, convidou alunos da ETEC Parque da Juventude, situada onde antes ficava o presídio do Carandiru, para participar ao longo de 2018 do desenvolvimento do projeto. O concurso da ONU pedia jogos não-digitais, para facilitar a sua distribuição em escolas e comunidades em todo o mundo com acesso precário a eletricidade e internet, que promovessem a consciência crítica sobre direitos humanos, racismo, porte de armas, guerras, violência de gênero, corrupção, crimes ambientais e respeito às leis.

Para Schwartz, que dirigiu o projeto do jogo e a preparação da São Paulo Play Week, evento inédito que terá como principal objetivo abrir o projeto à participação de escolas de todo o Brasil, criando cartas com “ícones da justiça” próprias ou até novos jogos que fortaleçam a campanha mundial de “Educação para a Justiça”, o evento na USP será uma oportunidade para mobilizar a participação e também para ampliar as fontes de patrocínio e investimento no projeto, por meio de “criptomoedas criativas” (moedas digitais).

Ele conta que o desenvolvimento do Purposyum, Challengers of Justice” é fruto de um diálogo entre estudantes e professores do ensino médio e superior. “Foram criados três jogos e o “Purposyum” reflete um consenso entre os grupos, sob a orientação de alunos de graduação, pós-graduação e professores da USP”, diz Schwartz.

No jogo há uma disputa colaborativa entre planetas que podem se unir para propor soluções que superem os “Desafios da Justiça” e assim evitar a destruição do sistema solar. As soluções propostas são avaliadas pelos jogadores. Se não houver a resolução de um mínimo de desafios, todos perdem.

Durante a partida, vão surgindo algumas questões como “Salvar a todos ou salvar a mim mesmo?” e “O meu planeta é mais importante que os outros?” que ajudam os participantes a refletir e trabalhar noções e problemas atuais como xenofobia, discursos de ódio, homofobia e porte ilegal de armas.

“A partir do momento em que exercitamos uma pedagogia lúdica e audiovisual, que eu chamo ‘pedascopia’, seja qual for o tema do jogo, seus recursos retóricos ou mecânicas de ‘jogabilidade’, estamos reconhecendo o direito de o outro jogar. Seja quem for o vencedor, as regras e o tabuleiro são respeitados. Com isso, aceitamos a diversidade, o contraditório é tolerável e até respeitável”, afirma Schwartz ao reforçar a importância de incentivar o uso de uso de jogos eletrônicos e de tabuleiro no ensino e aprendizagem, especialmente quando se trata de desafios culturais de alcance internacional. “Por meio desse estímulo, veremos que é possível aprender, brincando, sobre justiça, igualdade, diversidade, paz e reconhecimento, estado de direito e tolerância ”, conclui Schwartz.

Além do Purposyum, Challengers of Justice, mais nove jogos de outros países foram selecionados pela ONU, que pretende distribuí-los para escolas do mundo todo. Esses jogos e oficinas, palestras e “game jams” integram a programação da São Paulo Play Week.

São Paulo Play Week – Com o tema “Acessibilidade, Diversidade e Justiça”, será realizada em São Paulo, entre os dias 28 de novembro e 8 de dezembro, a “São Paulo Play Week”, maior evento brasileiro voltado à criação de games, jogos e brinquedos de impactos social e pessoal transformadores. Organizado pela rede mundial “Games for Change” na América Latina em parceria com a ETEC Parque da Juventude e coordenação do grupo de pesquisa “Cidade do Conhecimento” da USP,  o evento conta também com o apoio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, da SP Negócios, do escritório Cesnik, Quintino e Salinas Advogados, do Instituto de Direito Público (IDP) de Brasília, do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar “Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades” da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, do Instituto de Relações Internacionais (IRI), do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP e do Instituto de  Economia. Para saber mais, acesse www.cidade.usp.br.


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