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segunda-feira, 25 outubro, 2021
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Escolas não devem reabrir em setembro, é o que conclui a Prefeitura.

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A rede de ensino (pública e privada) da cidade de São Paulo não  terá suas atividades retomadas para atividades de reforço no mês de setembro, conforme estabelecido pelo Governo do Estado.  Mas nesta previsão feita pelo governador, a decisão fica a cargo das prefeituras de cada cidade.

O anúncio foi feito nesta 3ª feira (18ago2020), durante coletiva virtual promovida pela Prefeitura de São Paulo — com as presenças do prefeito e o Secretário Municipal da Saúdee teve como base os resultados da Fase 1 do Inquérito Sorológico realizado com crianças e adolescentes da rede municipal de ensino.

Segundo dados com 6 mil crianças e adolescentes com idade entre 4 e 14 anos, da rede municipal de ensino, divulgados pela Prefeitura de São Paulo,  poderá ter um ambiente escolar e os alunos apresentarem um fator de disseminação do novo coronavírus, já que o vírus pode ser disseminado na escola, família e comunidade.

A pesquisa mostra que dois terços das crianças que testaram positivo para o novo coronavírus foram assintomáticas. Ou seja, as crianças podem estar contaminadas e não apresentarem os sintomas. O levantamento mostrou que 64% de alunos com Covid-19 da rede municipal de São Paulo eram assintomáticos

Isso faz com que as crianças e adolescentes possam se tornar disseminadores silenciosos do vírus na escola, na família e na comunidade, uma vez que 25,9% dos alunos permaneceram em domicílios com a presença de moradores com 60 anos ou mais.

A Secretaria Municipal de Educação (SME) deverá reforçar as ações para que as crianças continuem com conteúdo pedagógico para estudar em casa. Novas medidas devem ser anunciadas ainda essa semana.

Segundo o prefeito,  a volta às aulas em outubro ainda será avaliada a partir de dados de outros três inquéritos. Esses levantamento incluirão também alunos de instituições privadas e estaduais.  E mais informações de contaminação dentro das mesmas famílias.

E acrescentou que “o retorno às aulas dessas crianças seria temerário em um momento desses, que estamos controlando a doença em São Paulo”.  Em estudos da situação, ele disse que pode surgir “um grande vetor de contaminação, ampliação e disseminação da doença na cidade.” E fez um comparativo:  “É muito mais complicado manter o distanciamento dentro da sala de aula, da escola, do que em bares, restaurantes, supermercados, lojas, estabelecimentos já autorizados para o retorno

Os dados do levantamento mostram também que 25,9% dos alunos da rede municipal (250 mil crianças)  tem contato direto com adultos de acima de 60 anos (pais, avós, tios e outros), que são pessoas no grupo de risco da pandemia. E concluiu: “Retomar as aulas nesse momento, para a Prefeitura de São Paulo, significaria a ampliação do número de casos, a ampliação – em consequência – do número de internações e do número de óbitos.”


<<Com apoio de informações/fonte: Secretaria Especial de Comunicação >>