por Fábio Marques (*)

Por etapas, neste final de julho de 2019, foram os últimos dias da sede da Ericsson do Brasil no monolítico prédio localizado na Zona Norte da cidade de São Paulo. É o fim de uma era atingindo quase os 50 anos. <<Nota da Redação: Os funcionários começaram a se transferir no dia 24 de julho (4ª feira) — que é o caso do Fábio Marques –, e os demais até 26/07 (6ª feira). E, por uma tremenda coincidência,  no dia de aniversário dos 237 anos do bairro de Santana – ver matéria aqui>>

Charles Sampson Bosworth (1914-1999), designer industrial e arquiteto, aos 33 anos quando imigrou para o Brasil

Inaugurado em 11 de dezembro de 1970, o prédio foi projetado pelo arquiteto californiano Charles Sampson Bosworth (26/3/14 – 17/6/99 — 85 anos) e construído pelo escritório Hoffman Boswoth entre 1968 e 1970, no estilo brutalista, bem comum em obras governamentais no final dos anos 60 e início dos 70, foi o primeiro a usar uma estrutura pré-moldada em toda América Latina.

As famosas 1400 “banheiras” de 1,48m x 3,83m cada uma feita de concreto armado nunca foram e nunca serão a prova de neve como diz um dos muitos mitos corporativos repetidos a exaustão dentro da Ericsson brasileira. Ignorância abundante. A razão, do uso das banheiras, foi propiciar velocidade na construção (apenas 13 meses de obra) e formar um edifício relativamente leve para ser sustentado pelos pilotis no pavimento inferior.

Mais do que qualquer coisa, o projeto saiu da vontade pública, dos governos militares, em promover a urbanização da margem norte do Rio Tietê. No mesmo intuito contemporâneo foram construídos a sede da Editora Abril na Freguesia do Ó (de 1968), o prédio da gráfica do jornal O Estado de São Paulo no Limão (1976) e o complexo do Centro de Convenções do Anhembi (1970). Todos com ajuda pública da prefeitura, do governo estadual e do governo federal.

Os terrenos surgidos depois de retificação do Rio Tietê, iniciada em 1940 através do projeto público assinado pelo engenheiro João Florence de Ulhôa Cintra (saiba mais aqui), no final dos anos 60 eram lixões públicos e assim foram cedidos pelo governo para que empresas construíssem e desenvolvessem a Zona Norte da capital que até só dispunha do aeroporto do Campo de Marte de 1919, bombardeado pelo governo federal na revolução constitucionalista de 32, e a infame Casa de Detenção do Carandiru, inaugurada em 1920 e implodida em 2002.

De verdade, a região só se desenvolveu a partir de meados dos anos 80, depois da chegada nessa ordem: das estações elevadas de metrô (1975), da Rodoviária do Tietê (1982) e do Shopping Center Norte (1987). A Ericsson utilizou o prédio projetado por Boswoth por 49 anos, vivendo vários picos e vales do mercado da telefonia nacional, primeiro fixa e depois celular, e agora muda-se para um nova região da cidade de São Paulo, iniciando uma nova era na Barra Funda.

Já o brutalismo de Boswoth, símbolo do “skyline” da Zona Norte, , que está sendo utilizado em parte pelos laboratórios de Tecnologia da Informação-TI da Magazine Luiza, acaba de ser tombado no dia 30 de maio de 2019 pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de  São Paulo   ( Conpresp ) e pela gestão Bruno Covas.


(*) Engº Fábio Marques – paulistano, apaixonado pelo personagem “Superman” e fã da Zona Norte; desde 2004 (15 anos) é funcionário da Ericsson; e desde 2011 (8 anos) trabalhando no prédio da Ericsson na Marginal. Engenheiro de Software Senior, pós graduado  em Tecnologia da Informação pelo Mackenzie e Bacharel em Ciência da Computação pela PUC-SP, desenvolveu uma carreira profissional focada em engenharia de software, desenvolvimento e programação de sistemas, manutenção de software e consultoria de projetos de TI.


        Ficam a nostalgia e as boas lembranças

por Gilson Luis B. Cereda (*)

A exatos 22 anos, 7 meses e 9 dias estava entrando neste prédio pela primeira vez como funcionário Ericsson, quantos desafios, vitórias, algumas derrotas, mas sempre muito aprendizado, parcerias, comprometimento e amizades… Vários dias e algumas noites “viradas”… Vários kms também percorridos em treinos em seu entorno…

Nestes vários anos trabalhei muito aqui, mas também em outras várias cidades e até em outros prédios em SP quando não havia espaço aqui para todos… Mas sempre o Centro Ericsson. E era a referência, o núcleo, a matriz no Brasil…

Não há dúvida que as pessoas é que definem a essência das empresas, que lhe dão vida com suas virtudes e vícios… Vamos agora todos (as) para uma nova fase, sem dúvida de bons ares e sucesso na Casa Nova, mas estarão sempre presentes a nostalgia e as boas lembranças do sempre “Centro Ericsson”…

(*) Mensagem da Ericsson aos funcionários, na chegada ao novo endereço:  ENFIM, EM CASA. QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU. —  Inspire fundo.  E inspire-se com a Casa Nova Ericsson. Começa agora um novo ciclo. Não precisa ter pressa. Caminhe ao nosso lado no seu ritmo. Estamos juntos, rumo a um futuro grandioso. E você é parte importante dele, afinal, é por isso que você chegou até aqui. Que novas alegrias e conquistas possam fazer parte de seu dia a dia. Seja muito bem-vindo. É muito bom ter você aqui com a gente. #JuntosSomosMaisEricsson


(*)  Engº  Gilson Luis B. Cereda — natural da Zona Norte, morou desde seu nascimento por muitos anos no bairro do Jaçanã, tornado célebre pela famosa canção “Trem das Onze” de Adoniran. Iniciou sua carreira profissional da Ericsson no final de 1996, logo após concluir sua graduação, tendo atuado em diferentes funções e áreas técnico-comerciais em tecnologias de Acesso e Core de Redes Móveis. Mais recentemente atua na área de Telecom Core & Cloud da Ericsson a mais de 10 anos, sendo responsável pelo desenvolvimento de negócios e participando ativamente nos últimos anos em vários projetos de evolução e modernização de redes de telecomunicações com utilização de NFV, SDN e Cloud para provedores de serviços nos mercados da América Latina e Brasil. Tem formação em bacharelado em Engenharia Elétrica pela Universidade Paulista – UNESP e MBA em Cloud Computing pela Faculdade de Informação e Administração Paulista – FIAP


   Um novo lugar, novas paisagens e um novo futuro.

O Jardim das Perdizes é um empreendimento da Tecnisa. É o mais novo bairro planejado da zona oeste da capital paulista. Ocupa 250 mil metros quadrados, o equivalente a 25 grandes quarteirões, no chamado centro expandido da cidade de São Paulo, a última e maior área imobiliária disponível nesta região.

O bairro é um projeto urbanístico, arquitetônico e paisagístico de proporções gigantescas: vinte e oito torres, sendo vinte e cinco residenciais, uma comercial, uma corporativa, um hotel e um strip mall com mix de lojas para atender às demandas cotidianas e oferecer conveniência aos moradores.

É formado também por nove ruas, três praças, calçadas e um parque central arborizado de 44 mil metros quadrados, tamanho equivalente ao Parque Trianon, na Avenida Paulista. Toda infraestrutura foi projetada com as mais modernas técnicas construtivas e planejada para oferecer diferenciais incomparáveis.

A área verde do bairro, com 50 mil metros quadrados, funciona como um jardim para os moradores, proporcionando mais qualidade de vida e bem-estar. Possui duas mil e duzentas árvores de mais de quarenta espécies, entre elas, o Pau-Brasil, que está em extinção e é o símbolo do novo bairro.

A localização é também preciosa qualidade: Jardim das Perdizes é vizinho de mais de cem opções de lazer, cultura, saúde e educação. Nas redondezas, os moradores encontram os shoppings Bourbon e West Plaza e dois grandes estádios de futebol, o Parque Antártica e o Pacaembu, para entretenimento da família.

A educação de ensino superior está bem representada pela Universidade de São Paulo (USP), Pontifícia Universidade Católica (PUC), Uninove e Universidade Paulista (Unip). Por ali, há também dezenas de escolas que oferecem educação infantil, ensino fundamental e médio.

O atendimento à saúde é garantido pelos renomados hospitais Albert Einstein, São Camilo e Samaritano. As compras de supermercados podem ser realizadas no Zaffari, que está localizado dentro do Shopping Bourbon, no Sonda ou no Walmart.

Jardim das Perdizes está perto de opções de cultura e de oportunidades de trabalho também. A região sedia empresas de diversos setores. Há grande oferta de empregos e, nesta região, a possibilidade de morar perto do trabalho é alta, ainda mais agora com a chegada das vinte e cinco torres residenciais do Jardim das Perdizes.

O projeto === Jardim das Perdizes é um projeto de vinte e oito torres, sendo vinte e cinco residenciais, uma comercial, uma corporativa, um hotel e um mall, com um mix de lojas para atender às demandas cotidianas e oferecer conveniência aos moradores. São nove ruas, três praças, calçadas, área verde de 50 mil metros quadrados e parque central.

O parque oferece sistema de monitoramento com câmeras e ronda motorizada a pé e/ou de bicicleta, pista de cooper e ciclovia com piso intertravado drenante, bebedouro para cachorros, Wi-Fi para condôminos, pisos podotáteis nas rampas de acesso para orientação de deficientes visuais, playground, aparelhos de ginástica com plano de exercício para nível iniciante e avançado, bancos para descanso e leitura, área de lazer para a terceira idade com mesas de jogo de xadrez e pavimentação com 100% de permeabilidade para evitar a formação de poças e garantir a drenagem natural, dentro do próprio terreno. <<Com apoio de informações: site e Marketing Tecnisa >>


              Ericsson há  95 anos no Brasil

O que é a Ericsson === A Ericsson (oficialmente, Telefonaktiebolaget L. M. Ericsson) é uma empresa de tecnologia, de controle sueco, fabricante de equipamentos de telefonia fixa e móvel. Líder mundial no setor de telecomunicação, foi fundada em 1876 como uma loja de reparos em telégrafos por Lars Magnus Ericsson.

Atuando no Brasil desde 1924 (95 anos), quando se instalou no Rio de Janeiro,  tem unidades em São José dos Campos (Fábrica e Centro de Treinamento), São Paulo (Escritório Central) e Indaiatuba (Centro de P&D), além de escritórios em Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Belém, Salvador e Rio de Janeiro. Através do seu Centro de P&D realiza pesquisas em parceria com as principais universidades brasileiras,  dentre elas a Universidade Federal do Ceará,  Universidade de São Paulo e Universidade Federal de São Carlos.

Em outubro de 2001 foi criada a Sony Ericsson, uma joint venture entre a Sony Corporation com a Telefonaktiebolaget L.M. Ericsson, cada uma com 50% de participação para a produção de telefones celulares / telemóveis .

Foi eleita pelo Great Place to Work Institute (GPTW) como uma das cem melhores empresas para se trabalhar no Brasil.

Em março de 2012 inaugurou no Brasil um centro de desenvolvimento de tecnologias da informação no Parque Tecnológico de São José dos Campos, onde realizará parcerias com institutos brasileiros como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais — INPE, o Instituto Tecnológico da Aeronautica – ITA e a  Universidade Federal de São Paulo -UNIFESP para o desenvolvimento de tecnologias que ajudarão a tornar realidade a sociedade conectada em áreas como transporte e segurança, envolvendo a computação em nuvem, banda larga e mobilidade em suas plataformas de inovação.[6]

O controle da companhia esta nas mãos das família Wallenberg. Representada na empresa por Marcus Wallenberg vice-presidente do conselho da companhia.

Em 2012 a Sony Corporation compra a parte da Telefonaktiebolaget L. M. Ericsson na joint venture Sony Ericsson, deixando assim de existir, e passando a se chamar Sony Mobile Communications. Em julho de 2014, a Ericsson comprou a MetraTech, empresa norte-americana de billing. Em novembro de 2015, a Ericsson e a Cisco afirmam acordo de parceria.                      << Com apoio de informações/fonte: Wikipédia >>


Ericsson – Empresa de capital aberto / Atividade: Equipamentos de telecomunicações
Hardware de rede — Fundação: Estocolmo,   Suécia – 1876 / Fundador(es): Lars Magnus Ericsson e Carl Johan Anderson / Sede: Kista, Estocolmo,Suécia / Atividade: Equipamentos de telecomunicações, Hardware de rede, /  Presidente: Börje Ekholm / Empregados: 97.581 / Produtos: Redes de celular e fixas de banda larga, serviços de consultoria e gerenciados, tecnologia de TV e multimídia.


              O que pode acontecer no prédio que ficou da Ericsson

O Magazine Luiza criou o Luizalabs, um laboratório de Tecnologia e Inovação, dentro do núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento, com o objetivo de criar produtos e serviços com foco no varejo, oferecendo aos clientes mais benefícios e uma melhor experiência de compra. Dentro da alta velocidade da tecnologia, o Luizalabs desenvolve seus produtos que buscam “estar na onda do dia a dia” com os smartphones e tablets na modernidade interna e exterma. No antigo prédio da Ericsson, na Marginal, já tinha um acordo de ocupação do território, principalmente no 10º andar. Ali já desenvolvia sua tecnologia e, com a saída da Ericsson, é bem provável que ocupe outros andares ou até o prédio todo — reconstruindo sua sede na capital, na Zona Norte. É este um capítulo que podemos contar a qualquer momento e esmiuçar o que pretende o Luizalabs, em busca do infinito da tecnologia e no aperfeiçoamento do varejo. É aguardar para o DiárioZonaNorte contar essa continuidade de uma outra grande empresa.


Ericsson do Brasil

Av. Nicolas Boer, 399 – Jardim das Perdizes/Barra Funda – CEP 01140-060 – São Paulo – SP – Telefone: 2224.2000 — site: www.ericsson.com.br


 


Crédito – imagens/fotos de arquivo através de reproduções e sites/midias sociais.


LimpaSP – estréia

3 COMENTÁRIOS

  1. TENHO 73 ANOS ACOMPANHEI A CONSTRUÇÃO DO PRÉDIO, SE ESTÃO MUDANDO QUE SEJA PARA MELHOR , BOA SORTE E DEUS ABENÇOE À TODOS.

  2. Que o LUIZA LABS obtenha nesse espaço o mesmo SUCESSO que a ERICSSON DO BRASIL outrora construiu com seus dedicados colaboradores, que certamente hoje torcem para que a Sra. LUIZA HELENA TRAJANO INÁCIO RODRIGUES possa aproveitar a boa ÁUREA que essa edificação proporcionou aos que dela um dia fizeram uso. Trabalhei ali durante 21 anos e ao longo desse tempo grandes realizações obtive casei com uma também colaboradora da EDB. Que seja hasteada nesse solo a BANDEIRA BRASILEIRA junto com a do MAGAZINE LUIZA e continuem cantando em suas reuniões mensais o HINO NACIONAL BRASILEIRO.

  3. Eu sou Waldir de Jesus Pereira,trabalhei na Ericsson desde 10/03/1975 a 12/03/2002,tenho muitas lembranças boas ,deste local, por exemplo o clube e os churrascos, os cursos dos amigos.
    Fiquei muito triste quando soube que o escritório estava de mudança.
    Mas se é pra melhor, espero que a empresa tenha o mesmo ou mais sucesso que teve na antiga rua da Coroa 500.

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