Com a credibilidade de uma das instituições nacionais mais admiradas, respeitadas e confiáveis pelos brasileiros, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo lançou na 5ª feira (29/11/2018),  no Hall Monumental da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o livro “Éramos Vinte – A História do Corpo de Bombeiros de São Paulo”, com textos da jornalista Tânia Galluzzi e realização da Editora Gramani e Ministério da Cultura.

O início === Tudo começou quando São Paulo ainda era uma vila, em dezembro de 1850, quando um incêndio destruiu completamente um armazém na rua do Rosário, conhecida hoje como rua XV de Novembro, no centro da capital. Na então Província de São Paulo, as casas eram de taipa e começava um crescimento vertiginoso com o início da industrialização, da construção civil, rede ferroviária e o avanço da cultura do café.

O objetivo do “Éramos Vinte” é resgatar o percurso dos homens e mulheres que dedicaram suas vidas, com atos de coragem e solidariedade, para proteger a vida dos habitantes, o meio ambiente e o patrimônio. Cada movimento da corporação foi causado pelo crescimento populacional, a arquitetura e a verticalização da Capital, com as dificuldades impostas pela falta de recursos, e o esforço em fazer evoluir a legislação de proteção contra incêndio.

Os fatos marcantes === O livro entrelaça a história da corporação com ocorrências marcantes, no período entre 1880 e 2015, que fazem parte da memória da população, como o incidente do Cine Oberdan, em 1927, que provocou a morte de 30 crianças, o primeiro incêndio na Estação da Luz, em 1946, e a tragédia do Clube Elite, em 1953. A obra detalha o impacto dos terríveis incêndios dos edifícios Andraus e Joelma, em 1972 e 1974, provocando transformações tanto na esfera pública quanto privada, sobretudo nas leis de segurança contra incêndios em edifícios. Fala, ainda, do fogo no Memorial da América Latina, em 2013 e da maior ocorrência em um terminal de combustíveis no Brasil, no bairro da Alemoa, em Santos, em 2015.

E mostra também como e o porquê de São Paulo ter saído na frente ao se tornar a primeira corporação no Brasil a aceitar mulheres em 1991, quando teve as primeiras 37 bombeiras admitidas, iniciativa seguida pelos Corpos de Bombeiros de todo o país. Só a partir da década de 1990, foram atraídos investimentos mais significativos para o trabalho da corporação, que sempre enfrentou obstáculos, ao longo do caminho. Novas tecnologias trouxeram soluções avançadas para equipamentos e a evolução da comunicação foi essencial para trazer a agilidade que faltava: até 1892, por exemplo, os avisos de incêndios eram transmitidos por meio das badaladas dos sinos das igrejas.

“A trajetória do Corpo de Bombeiros está integrada a tudo que diz respeito ao desenvolvimento do Estado de São Paulo, sempre envolvido com os desafios de um crescimento furioso – foi difícil escolher as ocorrências mais marcantes para o livro.  Mas temos orgulho de, apesar da grande repercussão dos incêndios, estarmos diariamente ao lado da população em função do atendimento a acidentes, emergências médicas, auxílio à comunidade e vários outros tipos de salvamento”, conta o coronel Rogério Bernardes Duarte, ex-comandante do Corpo de Bombeiros e presidente da Fundabom (Fundação de Apoio ao Corpo de Bombeiros). Ele faz parte da equipe de coronéis da reserva responsável pela consultoria técnica e histórica do livro.

“Éramos Vinte” faz parte do Programa Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura e demonstra como a corporação estadual de bombeiros evoluiu juntamente com a cidade de São Paulo – de entreposto comercial a uma das maiores megalópoles da atualidade. No Brasil, assim como em outros lugares do mundo, o Corpo de Bombeiros foi desenhado sob o efeito de grandes tragédias, no caso de São Paulo, só foi oficialmente criado em 1880. O projeto do livro foi aprovado pela Lei Rouanet, com patrocínio da Ultragaz, da Imprensa Oficial e da Secretaria de Cultura do Governo de São Paulo.

Equipe do “Éramos Vinte” ===  Com realização da Gramani Editora, o trabalho de pesquisa e redação do livro, que soma mais de 300 imagens, foi feito pela jornalista Tânia Galluzzi, com apoio do Núcleo de Memória do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. Com 30 anos de carreira e especializada em jornalismo empresarial, ganhou o Prêmio Petrobras de Jornalismo 2015, com o texto Anatomia de um Incêndio, publicado na Revista Fundabom, edição de Junho de 2015. A direção de arte ficou a cargo do artista gráfico Cesar Mangiacavalli. A edição bilíngue do “Éramos Vinte” tem tiragem de 1.500 exemplares e mais 100 unidades em braile para deficientes visuais. Parte da tiragem será distribuída em bibliotecas municipais e estaduais do Estado de São Paulo, bem como em comunidades de baixa renda. << Com apoio de informações/fonte: ChrisDoc Comunicação / Chris Moraes / Fotos: Alberto Takaoka >>

Solenidade na Assembleia Legislativa === Representantes do Corpo de Bombeiros e policiais estiveram na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para o lançamento do livro “Éramos Vinte – a história do Corpo de Bombeiros de São Paulo”. O deputado Coronel Camilo (PSD),  ex-membro dos Bombeiros, esteve no evento e foi presenteado com um dos exemplares. Para o parlamentar, a materialização da história em livro foi importante para trazer à população conhecimento e informação sobre o surgimento da corporação. “Nós precisamos mostrar as coisas importantes e registrar o trabalho fantástico desses heróis do fogo”, disse.

O lançamento contou com o suporte da Fundação de Apoio ao Corpo de Bombeiros (Fundabom), que contribuiu na elaboração da obra. A fundação pretende aproximar a sociedade das ações prestadas pelo Corpo de Bombeiros, com palestras, cursos, treinamentos e atuação em ensino e pesquisa de desenvolvimento institucional. Para a jornalista Tânia Galluzzi, autora de textos que compõem o livro, o principal é contar a história das mulheres na instituição.

“Buscamos aproximar o Corpo de Bombeiros da sociedade para que a população conheça sua história, para que se eternize”, falou. O 37º comandante Carlos Schmidt vivenciou muitos casos dentro da corporação, e falou sobre a emoção que sentiu estando presente no lançamento: “Fico emocionado porque já vivi esses  momentos muitas vezes. Fico sem palavras para descrever”. “É um resgate memorável dessa belíssima história. A corporação é um orgulho dos paulistas. É uma honra marchar ao lado desses heróis”, disse o coronel Marcelo Vieira, comandante geral da Polícia Militar. O livro destaca imagens  de viaturas usadas de 1911, memórias da época de 1930 e  grandes incêndios que ocorreram na cidade de São Paulo.

A obra também teve apoio do Ministério da Cultura e do Governo do Estado de São Paulo – representado no evento pelo secretário de Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho. << Com apoio de informações/fonte: Ass.Imprensa Alesp/Reportagem: Ines Jordana >>

FICHA TÉCNICA ===  Título: Éramos Vinte // Subtítulo: A História do Corpo de Bombeiros de São Paulo // Texto: Tânia Galluzzi // Fotos: Alberto Takaoka, Alex Rodrigues de Souza, Douglas Arrais Alencar, entre outros //  Selo: Gramani // Páginas: 200 // ISBN: 978-85-89729-16-1 // Origem: Brasil // Assunto: História, Corpo de Bombeiros, Foto/Arte // Formato: 23X30 cm // Acabamento: Capa Dura // Tiragem: 1.500 exemplares // Edição: Bilíngue // Distribuição Gratuita

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