Responsável por 50% dos casos de infertilidade feminina, a endometriose acomete entre 9 a 13% das mulheres no mundo todo. Causado pelo crescimento anormal do endométrio (tecido que reveste o útero) fora do órgão, o problema vem sendo mais estudado nos últimos anos.

Com isso, ampliou-se o entendimento sobre a doença. De acordo com o ginecologista Waldir Inácio Jr., especialista no assunto, hoje já se sabe, por exemplo, que o problema não é decorrente do fluxo menstrual. “A mulher nasce com endometriose. Por isso, irmãs têm mais chance de ter. E já se estudaram natimortos do sexo feminino que tinham endometriose”, afirma ele.

Entender mais sobre o problema é importante para que o tratamento se torne mais efetivo. “Nos últimos anos, houve uma mudança de paradigma em relação à terapia com hormônios. Além de não tratar efetivamente a doença, traz efeitos colaterais, como aumento de peso, diminuição da libido e alteração do humor”, diz Waldir Inácio. “O tratamento mais inovador hoje é a cirurgia laparoscópica avançada, na qual eliminam-se todos os focos de endometriose. Quando retirada de forma completa, a endometriose não volta e não há mais necessidade de tomar qualquer medicamento”, afirma ele.

A técnica foi desenvolvida pelo cirurgião americano David Redwine, e hoje poucos médicos a ministram no Brasil. “O conceito de se retirar a endometriose de todos os órgãos que está instalada e não só nos focos, ainda é novo, mas os resultados comprovam sua efetividade”, diz o médico.

< com apoio de informações Circular Comunicação >

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