Início Bem Estar Emergência / Urgente: Estoques de sangue em S.Paulo estão em situação crítica

Emergência / Urgente: Estoques de sangue em S.Paulo estão em situação crítica

O estoque de cinco tipos de sangue da Fundação Pró Sangue – Hemocentro de São Paulo, que fornece sangue para todo o estado, chegou nesta 3ª feira (10nov2020) ao estado crítico: O positivo, O negativo, A negativo, B positivo e B negativo.

Estado crítico significa que só há disponibilidade de fornecimento de sangue para, no máximo, mais um dia. O tipo A positivo está em estado de alerta (disponibilidade para até dois dias). Já o estoque de AB negativo e AB positivo estão estáveis. 

Para fazer a doação de sangue, o doador deve estar em boas condições de saúde; ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos; pesar no mínimo 50 kg; estar descansado e alimentado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação, e bebidas alcoólicas, 12 horas antes); e apresentar documento original com foto recente.

Todos os doadores deverão passar pela triagem da Fundação Pró-Sangue, que obedece a normas nacionais e internacionais, como as do Ministério da Saúde e da Associação Americana e Conselho Europeu de Bancos de Sangue.

A Fundação Pró-Sangue está entre os cinco maiores bancos de sangue da América Latina e é centro de referência da Organização Pan-Americana de Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mensalmente, a entidade coleta e processa cerca de 10 mil bolsas de sangue destinadas ao atendimento de cerca de 100 instituições públicas da rede estadual de saúde, entre elas o Hospital das Clínicas, o Instituto do Coração, o Instituto do Câncer de São Paulo, e o Hospital Dante Pazzanese.

A DOAÇÃO DE SANGUE NO BRASIL – Verdades & Mentiras

Segundo a legislação brasileira, pode doar sangue e tornar-se um doador voluntário de sangue toda pessoa saudável, sem distinção de sexo, cor, raça ou condição social, que estiver na faixa dos 16
aos 69 anos de idade. Entretanto, por medo, desconhecimento e até mesmo desinformação, apenas 1,9% da população doa sangue anualmente no Brasil.

Por que o brasileiro não doa sangue?
A opinião corrente é que o problema tenha origem cultural. Acredita-se que pelo fato de o Brasil nunca ter sido atingido por guerras e grandes catástrofes (erupções vulcânicas, terremotos,maremotos etc.), nossa população não desenvolveu a habitualidade de doar sangue.
Os defensores dessa teoria usam como base de sustentação as duas grandes guerras que massacraram a Europa no início do século passado. Segundo eles, as atrocidades dos dois conflitos
foram responsáveis pela mudança de comportamento do povo europeu. Ao verem parentes, amigos e inocentes atingidos por bombardeios e feridos nos campos de batalha, as pessoas passaram a encarar o ato de doar sangue como um dever cívico. Essa mentalidade teria passado de geração em geração até os dias de hoje.

O brasileiro somente é solidário na dor?

No Brasil, as doações de sangue dividem-se em duas categorias: voluntária e vinculada, esta última também chamada de doação de reposição.

Doação voluntária é aquela em que o indivíduo doa seu sangue altruística e solidariamente, isto é, sem preocupar-se em saber a quem ele se destina. Já a doação vinculada é feita para repor a quantidade de sangue utilizada no tratamento de um parente ou amigo internado, ou seja, é aquela que se faz em nome de algum paciente em tratamento.

Em nosso país, a doação vinculada deixou de ser predominante. Na década anterior, era em torno de 52% das doações totais. Atualmente esse índice baixou para 35%. Tal dado denota um aspecto positivo para a hemoterapia do Brasil. A cultura do povo brasileiro vem mudando ao longo desses últimos anos. As pessoas têm se solidarizado mais à doação de sangue, a qual vem se incorporando aos hábitos diários.
Na Pró-Sangue temos um número bem interessante no que diz respeito a essa questão. No total do nosso quadro de doadores, 87% são voluntários.

O sangue salva muitas vidas
Quem não doa sangue provavelmente desconhece o fato que a vida de muitas pessoas somente é possível por causa das transfusões constantemente recebidas.
O sangue de cada bolsa coletada pode ser fracionado em: plasma, hemácias ou glóbulos vermelhos, plaquetas e crioprecipitado. O plasma é usado em pacientes com problemas de coagulação; o concentrado de hemácias ou glóbulos vermelhos é utilizado no tratamento de anemia; o
crioprecipitado é usado no tratamento de coagulopatias; e as plaquetas, nos casos de hemorragia ou em concomitância com quimioterapia nos pacientes oncológicos. Por isso é comum ouvir dizer que “quem doa sangue não salva apenas uma, mas até quatro vidas”.

Quem salva na hora H?

O sangue que se doa “em nome de alguém” não beneficia diretamente o paciente em questão. Para segurança do paciente, antes de ser liberado para o uso, ele é submetido a uma verdadeira bateria de exames. Dependendo do resultado, a bolsa poderá ser descartada.

Se os hemocentros puderem contar com pessoas saudáveis que doem sangue regularmente, ou seja, de três a quatro vezes por ano, em pouco tempo o país terá uma população representativa de doadores, garantindo qualidade ao sangue e evitando o desperdício de recursos.

Mentiras e verdades sobre a doação?

No Brasil, como se não bastasse o problema cultural, mitos e tabus conseguem afastar muitas pessoas dos postos de coleta.

Mitos e tabus:

• Quem doa sangue uma vez tem que continuar doando pelo resto da vida
• A doação “engrossa” o sangue, entupindo as veias
• A doação faz o sangue “afinar”, “virar água”, provocando anemia
• Doar sangue engorda
• Doar sangue emagrece
• Doar sangue vicia
• Mulheres menstruadas não podem doar sangue
• Os doadores correm risco de contaminação

Verdades:
• Doar sangue não enfraquece o organismo
• Não existem riscos de se contrair doenças durante a doação
• Sempre que o sangue coletado apresentar problema, o doador é convidado a comparecer ao
hemocentro para refazer os exames
• Após o parto, a mulher pode voltar a doar depois 3 meses, se o parto for normal, e 6 meses, se for
cesariana
• Durante a gravidez a mulher não pode doar

               Postos de Coleta da Pró-Sangue

É aconselhável realizar o agendamento online pelo site  da ProSangue — clique aqui — para garantir o atendimento no dia e horário escolhido. É rápido e fácil!

Posto Clínicas
Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 155 – 1º andar – Cerqueira César – SP/SP – de 2ª a 6ª feira, das  às 18h00; sábados, feriados e emendas, das 8 às 17h00 – Fechado aos domingos
• Estacionamento gratuito para carros dentro do complexo do Hospital das Clínicas

Posto Dante Pazzanese (somente com agendamento)
Av. Dante Pazzanese, 500 – Ibirapuera – SP/SP – 2ª, 3ª, 5ª e 6ª feira, das 8 às 13h00 – Fechado aos sábados, domingos e feriados

Posto Mandaqui
R. Voluntários da Pátria, 4.227 – Mandaqui – SP/SP – de 2ª a 6ª feira, das 8 às 16h30 – Fechado aos sábados, domingos e feriados

Posto Stella Maris – Guarulhos
R. Maria Cândida Pereira, 568 – Itapegica – Guarulhos/SP – de 2ª a 6ª feira, das 8 às 16h00 – Fechado aos sábados, domingos e feriados

Posto Regional de Osasco
R. Ari Barroso, 355 – Presidente Altino – Osasco/SP – de 2ª a 6ª feira,  das 8 às 16h30; sábados, das 8 às 16h00 – Fechado aos domingos e feriados

Posto Barueri (somente com agendamento)
R. Angela Mirella, 354 – Jardim Barueri – Barueri/SP – de 2ª a 6ª ffeira, das 8 às 16h00 – Fechado aos sábados, domingos e feriados


Para mais informações ligue para o Alô Pró-Sangue 4573-7800 ou visite o site – clique aqui


<< Com apoio de informações/fonte: Empresa Brasil de Comunicação/EBC – por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil – São Paulo // Assessoria de Comunicação Fundação Pró-Sangue >>

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