Quantos brasileiros espalhados por todos estados não possuem os sobrenomes alemães, italianos, portugueses, espanhóis, húngaros e muitos outros. Quem não teve a curiosidade de saber as suas origens e até montar a árvore genealógica.  A história do país foi montada com as mãos destes imigrantes, que vieram em busca dias melhores e nova esperança de vida, fugindo de guerras e outros problemas em seus países. Hoje muita gente busca saber e entender suas origens, até buscando os direitos de cidadania em outros países.

Milhares de documentos referentes a processos de imigração podem ser consultados por meio do acervo digitalizado do Museu da Imigração. São mais de 250 mil imagens disponibilizadas para o público, as quais permitem visualizar e também baixar o conteúdo.

Por meio desses registros, é possível resgatar não somente o passado paulista, mas também a história do Brasil. O projeto Memória da Imigração agrupa documentos do Museu da Imigração e do Arquivo Público do Estado de São Paulo.

O trabalho teve início em 2011 e, a partir de então, os documentos foram organizados e digitalizados. As imagens também receberam tratamento digital. O acervo disponibiliza diferentes tipos de materiais. Estão entre eles cartas de chamada, registros de matrícula, itens cartográficos, itens iconográficos, requerimentos, jornais e também listas com os nomes dos imigrantes que desembarcaram no porto de Santos.

É possível pesquisar utilizando diferentes parâmetros. A ferramenta é um recurso de busca tanto para quem tem curiosidade pelo passado, quanto para aqueles que buscam saber mais sobre sua história familiar.

Tipos de documento ===  Aproximadamente 32 mil peças do acervo são cartas de chamada. Esse documento garantia que o imigrante receberia auxílio no país, facilitando sua entrada. Os registros de matrícula mostram a passagem do imigrante pela hospedaria. Pelo sobrenome, é possível encontrar diversas informações referentes àqueles que chegaram. Idade, familiares e data de entrada no país são algumas delas.

Os registros cartográficos mostram mapas e plantas dos diversos lugares onde os imigrantes viviam. Loteamentos, fazendas e edificações estão em mais de 2,8 mil arquivos. Já o acervo iconográfico possui cerca de oito mil documentos. Dentre eles, fotos, cartões postais e retratos. As fotos também podem ser buscadas por meio de palavras-chave.

Também é possível encontrar as relações de nomes dos imigrantes que desembarcaram em Santos, entre 1888 e 1965. Além dos nomes, encontram-se nessas fichas diversas informações sobre os recém-chegados.== << Com apoio de informações/fonte: Imprensa Alesp / Repórter: Laysla Jacob >>

Para consultar os documentos oferecidos por meio do acervo digital / E-book gratuito: clique aqui    === Assista também vídeos no YouTube – aqui

Auxílio para busca de documentação e imagens do acervo == e-mail:
pesquisa@museudaimigracao.org.br

  

      Os itens para pesquisas dos imigrantes

A ferramenta permite buscas baseadas em diferentes parâmetros, disponibilizando resultados organizados entre os critérios:

Cartas de chamada: Cerca de 32 mil documentos que declaravam garantia de auxílio ao imigrante que pretendesse se juntar à família já instalada no Brasil. Os formulários e cartas facilitavam a entrada do imigrante que viesse trabalhar no país, pois comprovavam a existência de um responsável pelos gastos com passagens e alimentação.

Registro de matrícula: Documentação que comprova a passagem do imigrante pela Hospedaria. Por meio do sobrenome é possível encontrar informações referentes à data de chegada, idade, familiares, entre outras. A página do livro em que consta o registro pode ser visualizada em formato digital.

Cartográfico: Conjunto de mapas e plantas de núcleos coloniais, loteamentos, fazendas, edificações e da Hospedaria de Imigrantes, contabilizando mais de 2.800 arquivos.

Iconográficos: Pesquisa que disponibiliza cerca de oito mil documentos que compõe o acervo de imagens. Entre os materiais, estão retratos de imigrantes, cartões postais, fotografias de viagens e da antiga Hospedaria.

Requerimentos da Secretaria da Agricultura, Comércio e Obras Públicas (SACOP): Documentos formulados pelos imigrantes buscando obter a restituição de despesas de transporte até a chegada ao Brasil. Alguns desses requerimentos solicitavam antecipadamente passagens ou serviam para prestar contas de adiantamentos.

Jornais: Disponibiliza mais de duas mil edições de jornais de colônias de imigrantes no Brasil, publicadas entre os anos de 1886 e 1987. A maior parte dos títulos está na língua materna do grupo de imigrantes ao qual a publicação era dirigida. As edições pertencem ao acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo, Instituto Italiano di Cultura de São Paulo e Instituto Histórico Geográfico de São Paulo.

Lista Geral de Passageiros para o Porto de Santos: Relação nominativa dos imigrantes embarcados no período de 1888 a 1965, principalmente em portos europeus, com desembarque previsto no Porto de Santos. Nesta lista constam informações sobre parentesco, nacionalidade, sexo, estado civil, profissão, idade, religião, grau de instrução, dados do passaporte, procedência e destino. Esta documentação era preenchida pelas companhias de navegação e entregue a um funcionário da Inspetoria de Imigração no Porto de Santos. Existem também listas de passageiros brasileiros e estrangeiros, que se movimentaram entre portos da América do Sul ou entre portos brasileiros neste período. Podem ser encontrados ainda, documentos anexos variados, de alguma forma vinculados aos dados constantes nas listas.

                  As memórias e o processo de migração

O Museu da Imigração do Estado de São Paulo herdou do Memorial do Imigrante toda a história de preservação da memória das pessoas que chegaram ao Brasil por meio da Hospedaria de Imigrantes, e o relacionamento construído, ao longo dos anos, com as diversas comunidades representativas da cidade e do Estado. É no entrelaçamento dessas memórias que se encontra a oportunidade única de compreender e refletir o processo migratório.

O Museu da Imigração pretende ser o grande ponto de encontro das comunidades de São Paulo, um local cada vez mais frequentado por paulistanos e paulistas e um atrativo cultural e turístico imperdível para os visitantes de fora do Estado e do País. Em seu novo projeto museológico, o Museu da Imigração valoriza ainda mais o encontro das múltiplas histórias e origens e propõe ao público o contato com as lembranças daquelas pessoas que vieram de terras distantes, suas condições de viagem, adaptação aos novos trabalhos e contribuição para a formação do que hoje chamamos de identidade paulista.

A história da migração humana não deve ser encarada como uma questão relacionada exclusivamente ao passado; há a necessidade de tratar sobre deslocamentos mais recentes. O Museu da Imigração fomenta o diálogo sobre as migrações como um fenômeno contemporâneo, que não se encerra com o fechamento das atividades da Hospedaria, reconhecendo a recepção dos milhões de migrantes atuais e a repercussão deste deslocamento para a cidade.

Museu da Imigração do Estado de São Paulo é uma instituição pública vinculada à Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Está localizada na sede da extinta Hospedaria dos Imigrantes, na Rua Visconde de Parnaíba, 1316, no tradicional bairro paulistano da Mooca.  O museu possui forte tendência a ser um ponto turístico altamente frequentado por pessoas de dentro e de fora da cidade de São Paulo.

O edifício é um patrimônio histórico tombado devido à sua importância para compreender os fluxos de imigração no país e no Estado de São Paulo. Por sua vez, o museu vem aprimorando seu trabalho, criando oportunidades para que seu público entre em contato cada vez maior com as diferentes influências que compõem o cenário cultural da cidade e do Estado de São Paulo.

A exposição de longa duração, “Migrar: experiências, memórias e identidades”, é dividida em oito módulos, que permitem ao visitante conhecer o processo migratório como algo inerente à humanidade e, a partir disso, os processos migratórios ocorridos no Estado de São Paulo entre os fins do século XIX e início do século XX. Nas exposições temporárias, o museu tem buscado abordar temáticas relativas aos movimentos migratórios contemporâneos que acontecem no Estado de São Paulo, buscando discutir suas características, personagens e diferenças e semelhanças com a migração ocorrida no passado. Eventualmente o museu também realiza mostras de curta duração que falam sobre os processos históricos de migração, como a exposição intitulada “Retratos Imigrantes”, que apresentou ao público uma série de fotografias de pessoas que passaram pela antiga hospedaria de Ilha Ellis, na cidade de Nova York, nos Estados Unidos.

O museu também possui um jardim e um Centro de Pesquisa, Preservação e Referência (CPPR) que podem ser visitados. O acervo museológico é bastante eclético e possui objetos relacionados à Hospedaria dos Imigrantes e aos migrantes e seus descendentes. Em seu acervo bibliográfico, a instituição possui títulos especializados sobre os processos migratórios. Também possui uma coleção de história oral e um conjunto de referências digitais sobre os migrantes que passaram pela Hospedaria, cuja guarda física está a cargo do Arquivo Público do Estado de São Paulo.  <<Com apoio de informações/fonte: Imprensa Museu da Imigração >>

MUSEU DA IMIGRAÇÃO

Rua Visconde de Parnaíba, 1316 – Brás/Mooca –  São Paulo-SP  – Informações:(11) 2692-1866  –

Email: museudaimigracao@museudaimigracao.org.br

Funcionamento: 3a. feira a sábado: 09 às 17 horas.  ===  Domingo: das 10 às 17 horas.

Bilheteria:   R$10 (inteira) | R$5 (meia-entrada) === O Museu da Imigração  é inteiramente gratuito aos sábados, e tem acesso livre às áreas de convivência da instituição nos demais dias.

 


 

 

Inauguração loja

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