Fios cortados e dependurados nas calçadas, assustando os pedestres — principalmente crianças — que não sabem definir se provocam choques. Postes com um emaranhado de fios de operadoras de telefonia, internet e tv a cabo — que mantem contrato de uso do espaço com a Eletropaulo –, que ficam o dia todo com funcionários subindo e descendo escadas nos postes. É só observar que a maioria das ruas e bairros da Zona Norte enfrentam esses problemas. As normas para colocação dos fios são determinadas: 1. o mais alto: rede elétrica da Eletropaulo; 2. no meio: cabos da iluminação pública – Ilume- Departamento de Iluminação Pública da Prefeitura de São Paulo; e 3. mais baixo: seis pontos alugados para fiação — operadoras de telecomunicações.

Material recolhido === O DiárioZonaNorte consultou a Eletropaulo, que informou ter recolhido mais de 6 toneladas de cabos e equipamentos clandestinos (não tem contrato com a distribuidora de energia) de operadoras de TV a cabo, Internet e telefonia de aproximadamente 1.636 postes em São Paulo e Barueri. Para essa iniciativa, foram notificadas cerca de 75 empresas que mantêm contrato para a utilização dos postes da Eletropaulo, a fim de que identificassem suas redes.

A concessionária está amparada pela Resolução ANEEL nº 797/2017, desde dezembro do ano passado, que prevê a retirada dos cabos e equipamentos de telecomunicações, que permaneçam não identificados depois de as operadoras receberem as notificações para adequarem suas redes.

“Essa iniciativa visa a preservar a segurança da população e as condições operativas da rede de distribuição de energia. Quando as empresas de telecomunicações fazem contrato para apoiar seus cabos em postes da Eletropaulo, são obrigadas a etiquetar seus fios e a cumprir normas de adequação e ordenamento nos espaços definidos. Isso nem sempre vinha ocorrendo. Por isso, a Eletropaulo está tomando providências para corrigir a situação”, explica Sidney Simonaggio, vice-presidente de Relações Externas da Eletropaulo.

O projeto da Eletropaulo de remoção de fios clandestinos está sendo feito em vários bairros de São Paulo. Já foram contempladas ruas da Liberdade, Lapa, Vila Olímpia, Brooklin, Itaim Bibi, Morumbi e Chácara Santo Antônio. Outros bairros de São Paulo que receberão essa operação são Perdizes, Consolação, Vila Mariana, Tatuapé e Pinheiros. Na próxima etapa, neste segundo semestre, os bairros da Zona Norte serão incluídos na remoção dos fios. Ainda não há também definição do projeto de enterramento sob as calçadas da fiação na Zona Norte.

Prazo até final de agosto === A Eletropaulo ainda lembra que, recentemente, a Comissão de Resolução de Conflitos da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e da ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) determinou a regularização de 2.100 postes pelas operadoras de telecomunicações. Isso ocorreu por meio de despachos, tendo sido estabelecido um prazo de 90 dias que passou a correr a partir de 15 de abril e se encerraria em 17 de julho. Todavia, recentemente, a Comissão decidiu por flexibilizar o prazo para regularização pelas operadoras, que passa a ter fim em 31 de agosto de 2018. Nesse período, as empresas terão de etiquetar e reordenar seus fios sob pena de terem os cabos cortados pela Eletropaulo em momento posterior.

Blitzes de segurança === A Eletropaulo realiza semanalmente blitzes de segurança na sua área de concessão, com o objetivo de promover a conscientização dos perigos da rede elétrica. No primeiro semestre, a concessionária realizou 500 ações em 28 bairros de diversas cidades como, São Paulo, Carapicuíba, Santo André, São Caetano do Sul, Cotia, Santana do Parnaíba, Diadema, Osasco, entre outros.

Até julho, mais de 3 mil pessoas participaram da ação e 99% delas aprovaram o formato que a concessionária utiliza. A população participa de atividades interativas em uma van personalizada, que passa por praças, obras e lojas de materiais de construção.

As atividades informais de construção civil, com trabalhadores autônomos e com baixo grau de especialidade, merecem atenção especial da empresa. A maioria dos acidentes ocorre em obras irregulares que acabam avançando em direção à rede elétrica, já instalada, desrespeitando as distâncias mínimas de segurança. Contato de vergalhões, barras de ferro, trilho de cortinas e madeiras com a rede elétrica ou a incorreta utilização de andaimes são os principais riscos.

A companhia realiza diversas ações de prevenção de acidentes, com o uso de mídias de massa (anúncios em TV e rádio), blitz em construção civil, entrega de folhetos e programa de segurança para conscientização da população (palestras nas escolas, ONGs e empresas).    << Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Comunicação da Eletropaulo >>


 

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