por Letice Kubert (*)

À medida que o uso de drones no setor comercial se expande rapidamente, analisamos se as medidas de segurança estão acompanhando o ritmo de tal expansão. Os avanços no setor de drones comerciais estão acontecendo a uma velocidade tal que estamos prestes a testemunhar o que Graham Trickey, diretor de IoT da GSMA, chama de “a internet dos céus”.

A aplicação dos drones comerciais já pode ser encontrada em cinco importantes setores, como no de varejo, como a Amazon que vem usando os drones para melhorar seus prazos de entrega; na agricultura, no monitoramento de condição das colheitas; no setor de energia, com o fornecimento de leituras de medição de energia em tempo real e melhoria na segurança das inspeções humanas; no setor de construção civil, com o uso por trabalhadores com mais segurança; e, na segurança pública, usados para auxiliar nas operações de resgate.

No entanto, em abril de 2019, três voos que aterrissariam em Gatwick, no Reino Unido, foram desviados após a observação de drones no espaço aéreo. Em junho de 2019, a observação de drones não autorizados interrompeu as decolagens do Aeroporto Changi de Singapura: uma pista foi fechada e dezenas de voos atrasaram.

Estas notícias estão impactando cada vez mais o nosso dia a dia, e devem continuar no futuro, já que a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) prevê que, até 2020, haverá sete milhões de drones no ar. Colocando isso em uma perspectiva, haverá dez vezes mais drones comerciais do que aeronaves tripuladas até 2020.

Este mundo novo e conectado, que vem trazendo muitas vantagens para a nossa vida cotidiana, engloba também desafios em termos de privacidade de dados e segurança cibernética, sendo o mundo digital o maior risco de segurança para os drones atualmente.

Os governos precisarão desempenhar seu papel e criar a regulamentação e padronização que permitirão aos drones operar com segurança, incluindo a autenticação e rastreabilidade de drones e quaisquer processos de dados.

Sendo necessário um sistema remoto de rastreamento de identificação que usa a mesma tecnologia que a indústria de telefonia móvel global, por exemplo. Possibilitando que os drones em voo estejam autorizados, rastreados e monitorados com segurança, permanecendo continuamente protegidos contra hackers e gerando registros completos de todas as suas ações.

Como todos os produtos que fornecemos em torno da autenticação, conectividade e cibersegurança, é possível criar um ambiente seguro para os drones que atenderão esse tipo de necessidades.

Enquanto continuarmos focados na segurança dos seres humanos durante a evolução da tecnologia de drones e suas aplicações, poderemos realmente aguardar ansiosos pela internet dos céus, em vez de temê-la. Para superar esses desafios, é importante colocar o usuário final no centro dessa reflexão e levar a confiança digital para esse novo mundo conectado.


(*) Letice Kubert é diretora comercial de IoT  ( Internet of ThingsIoT) — Internet das Coisaspara a América Latina na Thales.


Sobre a Thales === É líder mundial em tecnologia para os mercados Aeroespacial, Transporte, Defesa e Segurança. Com 64 mil funcionários em 56 países, a Thales reportou vendas de € 14,9 bilhões em 2016. Com mais de 25 mil engenheiros e pesquisadores, a Thales possui uma capacidade única para projetar e implantar equipamentos, sistemas e serviços para atender aos requisitos de segurança mais complexos. Especialmente para Controle de Tráfego Aéreo, dois de cada três aviões no mundo, decolam e pousam graças à tecnologia da Thales. No Brasil, mais de 70% dos radares de Controle de Tráfego Aéreo são fornecidos pela Thales.


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