Início Bem Estar Doença de Parkinson: e quando as mãos não tremem?

Doença de Parkinson: e quando as mãos não tremem?

O músico Ozzy Osbourne, ex-vocalista da banda britânica Black Sabbath, recentemente cancelou uma viagem que faria para o tratamento da doença de Parkinson. Este mesmo distúrbio, se manifesta de diferentes maneiras nos pacientes – o que dificulta o entendimento e suporte de familiares e amigos, além de um diagnóstico seguro. O músico, por exemplo, não apresenta os tremores popularmente conhecidos e muito característicos.

“Trata-se de uma doença plural, que se apresenta de modos diversos. Os tremores e a rigidez muscular, duas particularidades do Parkinson que são mais comumente relatadas, também estão presentes em outras patologias que ocasionam movimentos involuntários. Da mesma forma, outros sintomas também significantes se fazem presentes nela. Por isso, há muitos fatores para se basear e isso já representa um obstáculo”, conta Dr. Claudio Corrêa, neurocirurgião funcional, mestre e doutor pela  Universidade Federal de São PauloUNIFESP.

Desta maneira, apesar de ser a segunda doença neurodegenerativa mais frequente no mundo, ficando atrás apenas do Alzheimer, suas principais características ainda são desconhecidas por muitas pessoas. Entre elas estão:

  • Lentidão de movimentos
  • Dificuldade para caminhar
  • Desequilíbrio
  • Instabilidade postural
  • Rigidez muscular
  • Dores musculares
  • Perda progressiva das expressões faciais
  • Alterações na fala/deglutição
  • Problemas em movimentos finos, como escrita
  • Quadros depressivos
  • Tremores dos membros em repouso

Diagnóstico

Para compreender a doença de Parkinson, inicialmente é feita uma análise do histórico do paciente e uma avaliação neurológica que observa pelo menos três de quatro sinais: lentidão e redução dos movimentos, rigidez nos membros, tremores e problemas de postura.  Exames de imagem, como a ressonância magnética e a tomografia computadorizada, raramente são solicitados, pois tipicamente não apresentam alterações.

Tratamento

O tratamento evolui de acordo com o quadro apresentado. Em todos os casos, porém, recomenda-se um acompanhamento multidisciplinar. Isso significa que diferentes áreas de atuação, como a psicologia, fisioterapia e fonoaudiologia, podem somar na reabilitação – tanto física como mental – do indivíduo. O objetivo é não só conter a progressão dos sintomas, mas devolver a capacidade funcional e a autonomia.

Algumas pessoas, porém, recebem a recomendação de passar por procedimentos cirúrgicos. O mais eficiente hoje é a neuroestimulação cerebral profunda, do inglês Deep Brain Stimulation, feita com o implante de eletrodos nas regiões do cérebro afetadas pela doença de Parkinson.

O propósito do procedimento é modular estímulos em pontos cerebrais específicos, o que consegue normalizar ou reduzir bastante os tremores dos membros e a rigidez que limita a movimentação do paciente. A técnica é minimamente invasiva e pode ser conferido em detalhes no podcast “Neuro em Dia”, gravado pelo especialista. Confira aqui: https://open.spotify.com/show/7ajIi3pjLcveDpfkEySbjr

Dr. Claudio Corrêa

Com mais de 30 anos de atuação profissional, Dr. Claudio Fernandes Corrêa possui mestrado e doutorado em neurocirurgia pela Escola Paulista de Medicina/UNIFESP. Especializou-se no tratamento da dor aliado a neurocirurgia funcional – do qual se tornou referência no Brasil e no exterior. É também o idealizador e coordenador do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, serviço que reúne especialistas de diversas especialidades para o tratamento multidisciplinar e integrado aos seus pacientes.

Currículo Lattes:  http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4734707Z5

Dr. Claudio na Web:

<Com apoio de informações: Baruco Comunicação Estratégica>