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Do mundo imaginário de Os Jetsons, o futuro está aqui com os “carros voadores”

Tempo de Leitura: 3 minutos

 

  • A série introduziu no imaginário da maioria das pessoas o que seria o futuro
  • Carros voadores, cidades suspensas… e tudo que dava para se imaginar do futuro
  • Orbit City, uma cidade futurista de 2062

Se você tem mais de 30 anos, provavelmente sabe quem são os Jetsons, animação criada em 1962 por William Hanna e Joseph Barbera, que apresentava uma sociedade fictícia e futurista de 2062, chamada Orbit City. Para muitos, as projeções feitas no desenho representavam um mundo bastante distante.

Hoje, quase 60 anos depois das previsões impensáveis dos Jetsons e muitas com total sentido, como exemplo, as chamadas por vídeo, robôs que limpam a casa, uso de tablets para ler as notícias e os assistentes pessoais, no entanto existe algo que ainda não conquistamos por completo, os carros voadores.

Mas segundo Daniel Schnaider, especialista em tecnologias disruptivas, esse dia está cada vez mais próximo. “Sem trocadilhos, a ideia de carros voadores certamente comprou um ticket para uma viagem com a velocidade da luz”, afirma Daniel.  De acordo com uma pesquisa sobre o interesse da mobilidade área avançada (Advanced Air Mobility – AAM), que inclui transporte de carga e de pessoas, realizada em junho de 2021, os investimentos divulgados passaram de US $ 8 bilhões no final do primeiro trimestre do mesmo ano.

O transporte de pessoas atraiu mais de 80% dos últimos investimentos na tecnologia e claro que isso está conectado a vontade de otimizar o tempo de deslocamento nas cidades. Países com as maiores taxas de trânsito, como Índia e Brasil, que respectivamente ocupavam quatro lugares entre as 10 primeiras, e dois entre as 20 cidades mais congestionadas do mundo, são também os maiores interessados em serviços de AAM.

O maior desejo entre os consumidores é o de diminuir o tempo gasto em viagens, seja para o trabalho ou a lazer e negócios. Nos Estados Unidos, por exemplo esse foi o maior tópico de interesse entre os entrevistados, enquanto os poloneses preferem adotar o uso de aeronaves elétricas para viagens de lazer de curta distância. Ou seja, otimizar a qualidade de vida no geral.

A Índia é uma das nações que mais têm se dedicado ao desenvolvimento do tema, com 31 a 47% de entrevistados entusiasmados pelo uso de um táxi voador. Com uma indústria bastante emergente, o país se destaca com sua tecnologia eVOTL, (de veículos elétricos de decolagem e pouso vertical). A mesma testada pela NASA nos Estados Unidos para entregas.

Ainda, segundo Schnaider, é natural que pessoas que já utilizem serviços veiculares, tais como táxi ou locação de carros, por exemplo, tenham demonstrado boa aceitação, com 29% e 27%. Mesmo que a ideia inicial seja de que eles sejam operados por pilotos e sejam elétricos, empresas como a Vinata Aeromobility, de Chennai, já prepara um modelo totalmente autônomo e hibrido.

Ao se tratar de mobilidade aérea, a grande preocupação provavelmente ainda é a mesma de quando sonhávamos com os Jetsons: segurança e valor. Questões que vem sendo amplamente discutidas. A verdade é que com a aceleração nas legislações e políticas públicas positivas para essas tecnologias, poderemos muito em breve estar pelos ares, no melhor sentido da palavra.


Assista a vinheta de abertura da série. Clique na imagem:

 


(*) Daniel Schnaider é CEO da Pointer by Powerfleet Brasil, líder mundial em soluções de IoT para redução de custo, prevenção de acidentes e roubos em frotas. Integrou a Unidade Global de Tecnologia da IBM e a 8200 unidade de Inteligência Israelense. Especialista em logística, tecnologias disruptivas, economista e autor da obra “Pense com calma, aja rápido”.


<<Com apoio de informações/fonte: Enxame de Comunicação/Fernanda Baruffaldi-Caroline Arnold >>

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