Com o retorno do paulistano do Carnaval, muitos dos quais viajaram para locais com alta transmissão da doença, a Secretaria Municipal de Saúde redobra a atenção para eliminação de criadouros do Aedes aegypti. O objetivo é evitar que casos da doença originados em outros municípios desencadeiem transmissões dentro do território da cidade de São Paulo.

Novo combate === A partir da próxima 2ª feira (11/03/2019), agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias de todas as regiões da cidade vão intensificar as ações de eliminação de criadouros do mosquito por meio de visitas casa a casa, orientando os moradores a identificar e eliminar os recipientes e locais com acúmulo de água.  Os agentes de endemias também realizarão ações de bloqueio de casos notificados, visitas a pontos estratégicos (locais cadastrados e que recebem tratamento periodicamente, como borracharias, ferros velhos, cemitérios, etc.) e a imóveis especiais, (escolas, creches, universidades, serviços de saúde, templos religiosos, entre outros), que também recebem visitas periódicas.

Os casos de dengue === Dessa forma, apesar de o Brasil apresentar um coeficiente de incidência (CI) de 26 casos de dengue para cada grupo de 100 mil habitantes (na semana epidemiológica (SE) 5) e o estado de São Paulo um CI de 27,4 casos por 100 mil habitantes (SE 7), o município de São Paulo vem mantendo uma baixa incidência, com um coeficiente de 3,3 casos por 100 mil habitantes. A capital registrou, até o dia 26 de fevereiro, 394 casos da doença e nenhum óbito.

Febre amarela e vacinação === Até o momento, em relação às demais doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, não há registros de casos de zika e chikungunya na capital. Quanto à febre amarela, o esforço de vacinação continua, com doses disponíveis em todas as UBS. Com a disponibilização de postos volantes de vacinação, além da busca ativa por pessoas não imunizadas, a cidade alcançou uma cobertura vacinal de 78,13%, até 20 de fevereiro.

O alerta do morador === O cidadão paulistano também pode fazer denúncias por meio da central 156 ou pelo site da Prefeitura de São Paulo neste link. Os registros são encaminhados às coordenadorias de saúde, que desencadeiam ações para eliminação dos focos do mosquito.

O balanço de casos === O município de São Paulo antecipou as ações de intensificação para eliminação de criadouros do Aedes aegypti para evitar que o número de casos de dengue fugisse ao controle no verão de 2018/2019. Entre outubro e novembro de 2018, mais de 11 mil agentes de saúde, de combate às endemias e de proteção ambiental passaram por capacitações.

No primeiro Dia D de combate ao mosquito, realizado no dia 24 de novembro de 2018, 24 mil profissionais de saúde atuaram em quase 1000 ações educativas, de eliminação de criadouros e de vacinação contra a febre amarela em todas as regiões da cidade. No fim de ano, tanto na saída do paulistano para o Natal quanto para o Ano Novo, lá estavam os agentes de saúde orientando a população nas vias que dão acesso às principais rodovias que levam ao litoral e ao interior.

No dia 2 de fevereiro de 2019, a Secretaria Municipal da Saúde promoveu, em parceria com o Exército Brasileiro, o segundo Dia D de mobilização contra o Aedes e de vacinação contra a febre amarela deste verão. Com a ajuda dos militares e a participação de 14 mil profissionais de saúde, foram realizadas 1200 ações pela cidade.  << Com apoio de informações/fonte: Secretaria Municipal de Saúde / CRS-Norte e Secom/PMSP >>

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