O terceiro paciente diagnosticado com o novo coronavírus está em isolamento domiciliar e passa bem, informou nesta 4ª feira (04/03/2020)  a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Os três casos confirmados de Covid-19 no Brasil estão em São Paulo. E mais um caso “em investigação” é de uma adolescente vinda da Itália; se confirmado, será a quarta vítima.

Segundo a Secretaria, o novo caso de coronavírus na capital paulista foi diagnosticado também pelo Hospital Israelita Albert Einstein, assim como os outros dois. O paciente tem 46 anos de idade e histórico de viagem para a Itália, a Áustria, a Alemanha e a Espanha. Ele chegou no Brasil no dia 1º de março e procurou atendimento médico após apresentar tosse, coriza e desconforto na garganta.

Nos três casos confirmados na capital paulista até o momento, a doença foi importada, ou seja, os pacientes a adquiriram após viagem para países onde há surto.

Um quarto caso, que teve confirmação para coronavírus após exame feito em um laboratório privado, aguarda resultado de uma contraprova. Segundo o Ministério da Saúde, trata-se de uma menina de 13 anos, que se encontra em monitoramento e sua rede de contatos diretos também. A menina está em isolamento domiciliar com a família, segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Segundo a secretaria, São Paulo tem hoje 135 casos suspeitos de coronavírus e mais 131 casos que foram descartados após análise laboratorial. << Com apoio de informações/fonte: Empresa Brasil de Comunicação-EBC/por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil – São Paulo >>


  Fiocruz inicia distribuição de kits para diagnóstico do coronavírus

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) começou nesta 4ª feira (04/03/2020), no Rio de Janeiro, a distribuição de kits para o diagnóstico laboratorial do novo coronavírus (covid-19) para laboratórios centrais estaduais, que também passarão por um processo de capacitação para a realização dos testes. Atualmente, somente laboratórios de três estados – São Paulo, Pará e Goiás – realizam o diagnóstico, além da própria Fiocruz.

Os kits foram desenvolvidos no Brasil pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP). Já a capacitação será conduzida pelo Laboratório de Vírus Respiratório e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

A produção dos kits foi iniciada esta semana, diante da identificação dos primeiros casos da doença no Brasil e já antecipando uma possível disseminação do coronavírus em território nacional. A Fiocruz tem capacidade de produzir de 25 mil a 30 mil testes por semana, e o ritmo deve atender a demanda estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Nas próximas duas semanas, os laboratórios das regiões Norte (Amazonas, Pará e Roraima), Nordeste (Bahia, Ceará, Pernambuco e Sergipe), Sudeste (Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais), Centro-Oeste (Distrito Federal e Mato Grosso do Sul) e Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) receberão os kits e serão capacitados. A expectativa é que todos estejam preparados para realizar os testes em cerca de 20 dias.

METODOLOGIA === A Fiocruz já havia compartilhado a metodologia de testagem do coronavírus com especialistas dos Institutos Adolfo Lutz, em São Paulo, e Evandro Chagas, no Pará, além de técnicos do Laboratório Central de Saúde Pública de Goiás.

Também foram treinados na fundação representantes de nove países da América Latina, o que se deu a partir de um pedido da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que representa a Organização Mundial da Saúde no continente americano.

Além de testes para coronavírus, a Fiocruz vai entregar aos laboratórios kits para identificar os vírus Influenza A e B, o que contribui para o diagnóstico diferencial, quando a confirmação de um vírus descarta a suspeita de outro. << Com apoio de informações/fonte: Empresa Brasil de Comunicação–EBC/por Vinícius Lisboa – repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro >>


           Novo coronavírus atinge quase 70 países

Os números atualizados na manhã desta 4ª feira (04/03/2020) revelam 94.204 casos de infecção pelo novo coronavírus (Covid-19). Desses, 51.187 casos são de doentes que já se recuperaram. A doença já provocou 3.219 mortos em todo o mundo, a maioria na China. Na Coreia do Sul há mais de 500 novos casos só nas últimas 24 horas. A Espanha superou a barreira dos 150 infectados.

A Organização Mundial da Saúde confirmou que a taxa de mortalidade do novo coronavírus é superior à da gripe sazonal.

              Novo coronavírus na União Europeia

Um funcionário da Agência Europeia de Defesa (ADE) é o primeiro caso confirmado de infecção pelo novo coronavírus nas instituições europeias sediadas em Bruxelas, informou hoje a agência da União Europeia.

O funcionário da ADE é o 25º caso positivo por Covid-19 registrado na Bélgica. Ele regressou da Itália em 23 de fevereiro passado, após passagens por Milão e Cortina, e começou a apresentar sintomas no último sábado (29/02/2020). Depois de os testes terem dado positivo, o funcionário está em isolamento em casa.

A ADE diz que determinou pessoalmente “aos poucos funcionários que estiveram em contato com o colega” que permaneçam isolados por 14 dias, como medida de precaução. << Com apoio de informações/fonte: Empresa Brasil de Comunicação-EBC/Agência Brasil e RTP=Emissora pública de televisão de Portugal >>


    Facebook divulga anúncios da OMS no combate à desinformação

“Nós estamos dando à OMS a oportunidade de divulgar seus anúncios de forma gratuita, tal como ela necessita, para dar resposta ao coronavírus, juntamente com outros apoios do gênero”, garantiu o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg. 

Os utilizadores que fizerem pesquisa sobre o vírus no Facebook vão ser direcionados, através de um pop-up, para a OMS ou para a autoridade de saúde local. A ligação ocorre de forma automática e fornece aos leitores as informações mais recentes, explica ainda o fundador da plataforma digital.

Caso os utilizadores vivam num país onde foram confirmados casos de contágio, a plataforma passa a enviar para os seus feeds notícias com atualizações sobre os infectados.

A empresa pretende também remover todas as alegações e teorias falsas sobre o tema dos seus conteúdos. Para tal, o Facebook está sendo ajudado por especialistas de saúde e deverá também dar apoio a outras organizações mundiais.

No mês passado, a empresa proibiu anúncios de produtos alusivos à cura ou prevenção do vírus. Outras plataformas digitais estão também tomando medidas em relação à desinformação sobre a epidemia. Pesquisas realizadas no Pinterest por “coronavírus” são encaminhadas para uma página com informação fidedigna do vírus. Na semana passada, a OMS criou também uma conta na aplicação TikTok no combate à desinformação.

                   Coronavírus e a desinformação

Do mesmo modo que a OMS tenta conter o alastramento da epidemia, procura também impedir que a desinformação sobre o vírus aconteça. O movimento em torno das informações falsas já é conhecido como “infodemic”.

O fluxo de informações pouco rigorosas ou falsas que se dispersam a alta velocidade pelas redes sociais está sendo encarado como um problema sério para a saúde pública.

“Sabemos que cada surto será acompanhado por uma espécie de tsunami de informação, mas no meio desta informação há sempre desinformação, rumores”, salientou a responsável pelo departamento de preparação para o risco de infeções da OMS, Sylvie Briand, à The Lancet.

Já não basta divulgar a informação de forma correta, é preciso muito mais ter a certeza de que as pessoas estão informadas e que sabem qual a forma certa de agir, acrescentou a responsável do departamento de infecções.

Esta onda de desinformação atingiu o auge a partir do momento em que foi declarada emergência de saúde pública à nível internacional. <<Com apoio de informações/fonte: Empresa Brasil de Comunicação-EBC/ RTP- emissora pública de TV de Portugal >>


 

LimpaSP – estréia

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