A Comissão de Saúde da China informou que o novo coronavírus já provocou nove mortes e que 440 pessoas estão infectadas. O surto teve início na cidade de Wuhan no mês passado e, agora, já se estende a 13 províncias do país.

Segundo uma autoridade chinesa, a Comissão de Saúde determinou que Wuhan adote as medidas mais rigorosas possíveis e limite concentrações públicas. A autoridade disse que os membros da comissão vão cooperar com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras nações.

Houve a confirmação de casos no Japão, na Coreia do Sul, na Tailândia, em Taiwan e nos Estados Unidos. Muitos países estão reforçando checagens em antecipação às férias de Ano Novo Lunar. Espera-se que milhões de pessoas realizem viagens dentro e fora da China.

A OMS declarou que são necessárias mais informações para compreender o mecanismo de propagação do vírus. A agência de saúde das Nações Unidas fará uma reunião de emergência nesta 4ª feira (22/01/2020), em Genebra, na Suíça. << Com apoio de informações/fonte: Empresa Brasil de Comunicação=EBC/Agência Brasil e acordo com a emissoa pública de televisão do Japão – NHK >>

<<Nota da Redação/DiárioZonaNorte: Até o momento, o Ministerio da Saúde (MS) não se pronunciou sobre o assunto e as medidas de emergência que poderão ser adotadas para que a doença seja contida na entrada no país. Desta forma, não houve também notas das Secretarias de Saúde, do Município e do Estado em São Paulo. É bom lembrar que outros casos, no passado, começaram da mesma forma — caso da AIDS, por exemplo, entre outras >>


          OMS alerta que surto de coronavírus pode se espalhar

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta 3ª feira (21/01/2020), que o surto de uma variante do coronavírus que atinge a cidade chinesa de Wuhan pode se espalhar para outras partes da China e para outros países. A mutação do vírus causa pneumonia e os números oficiais da doença seguem crescendo. A OMS fará uma reunião de emergência para discutir o tema. Até o momento, não há restrição para viagens a Wuhan.

Com o feriado de Ano Novo Lunar, que tem inicio nesta 6ª feira (25),  é esperado que milhões de chineses viajem tanto dentro quanto fora do país. Aeroportos na Ásia, nos Estados Unidos (que esstá aumentando a segurança nos aeroportos — veja abaixo)  e Austrália estão se preparando para passar os viajantes por uma triagem. Dos 295 casos confirmados, dois foram registrados na Tailândia, um no Japão e um na Coreia do Sul.

A rede de TV australiana ABC noticiou que um homem que viajou recentemente para a China estava em quarentena na sua residência na cidade de Brisbane com sintomas da doença.

As autoridades de Saúde das Filipinas também anunciaram que aguardam os resultados da análise de amostras enviadas para um laboratório na Austrália. Elas são de uma criança de 5 anos de idade que chegou ao país vinda de Wuhan. Ele apresenta sintomas da doença.

Até então, segundo a OMS, a hipótese mais provável para o surto da doença era a de contágio através do contato com animais. A evidência de transmissão de humano para humano era considerada “limitada”. Pouco tempo depois, o governo chinês divulgou que dois casos na província de Guangdong foram confirmados como transmissão de humano para humano.

Acredita-se que o surto da doença teve como origem um mercado de peixes no centro de Wuhan. O estabelecimento está fechado desde primeiro de janeiro, mas novos casos continuam a surgir e a se espalhar pela China. As autoridades relataram que também identificaram pacientes sem histórico de contato com o mercado. Além dos casos confirmados, há 922 pessoas em observação. Estimativas apontam que podem o número de contaminados pode passar de 1.700.

Para tentar conter a situação, o governo chinês abriu um comitê de crise e está enviando instruções, equipamentos para hospitais e funcionários para as províncias atingidas para supervisionar a operação de contenção.

A pneumonia misteriosa causa temor e traz lembranças de outra epidemia na Ásia, em 2002, quando 800 pessoas morreram e outras milhares foram contaminadas devido ao vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars). Apesar das críticas de encobertamento na última ocasião, o editorial do jornal Global Times, que é dirigido pelo governo, disse que “no início da epidemia de Sars, houve um encobertamento e demora em dar satisfações. Isso nunca mais deverá ser repetido na China”.


<< Nota da Redação/DiárioZonaNorte: Segundo informes de noticiário internacional, os Estados Unidos aumentaram a segurança nos aeroportos e espera recebe 5 mil moradores da cidade afetada pelo vírus, que desembararão nos próximos dias. Os aeroportos internacionais em Nova York, Los Angeles e São Francisco começaram neste sábado (18/01/2020),  a implementar um processo de triagem a passageiros provenientes da China. A doença também já chegou ao Japão.  Obs.: O Jornal da Globo de 3ª feira (21/01/2020) informou que foi registrado o primeiro caso nos Estados Unidos. Assista: https://globoplay.globo.com/v/8255090/

 

 


                 O alerta para falta de novos antibióticos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou na 6ª feira (17/01/2020) que a falta de novos antibióticos ameaça a luta contra a disseminação de bactérias resistentes a medicamentos, as quais matam dezenas de milhares de pessoas todos os anos.

A agência especializada da ONU publicou dois novos relatórios sobre a falta de novos antibióticos em desenvolvimento. “A ameaça de resistência antimicrobiana nunca foi tão imediata, e a necessidade de soluções, mais urgente”, disse o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, citado em um comunicado. E acrrescenta: “Existem muitas iniciativas em andamento para reduzir a resistência, mas também precisamos que os países e a indústria farmacêutica se envolvam e forneçam financiamento e novos medicamentos inovadores”.

A resistência aos antibióticos (o fato de que certas bactérias acabam se tornando resistentes aos antibióticos) é considerada uma ameaça pela OMS, que teme que o mundo esteja caminhando para uma era, na qual infecções comuns podem começar a matar novamente.

Cerca de 33.000 pessoas morrem todos os anos na Europa, devido a uma infecção resistente a antibióticos, de acordo com dados europeus. Nos Estados Unidos, estas mortes são estimadas em quase 35.000.

“Vemos que está se espalhando e que estamos ficando sem antibióticos eficazes contra essas bactérias resistentes”, disse Peter Beyer, do Departamento de Medicamentos Essenciais da OMS, durante uma coletiva de imprensa em Genebra. “É uma das maiores ameaças à saúde que identificamos”, insistiu.

Descobertos na década de 1920, os antibióticos salvaram dezenas de milhões de vidas, combatendo efetivamente doenças bacteriológicas como pneumonia, tuberculose e meningite. Ao longo das décadas, porém, as bactérias mudaram para resistir a esses medicamentos.

As bactérias podem se tornar resistentes, quando os pacientes usam antibióticos dos quais não precisam, ou não concluem o tratamento. Com isso, dão às bactérias a chance de sobreviver e desenvolver imunidade. Para combater essa resistência, a OMS pede o desenvolvimento de novos antibióticos, mas esse processo é complicado e caro.

Segundo a organização, os 60 novos medicamentos que estão sendo desenvolvidos, incluindo 50 antibióticos, para tratar patógenos “trazem poucas vantagens em relação aos tratamentos existentes, e apenas dois têm como alvo as bactérias mais resistentes”.

Outros medicamentos mais inovadores estão em fase pré-clínica. Dos últimos 252 medicamentos, os mais avançados não estarão disponíveis antes de dez anos, completou a OMS. <<< Com o apoiio de informações e fonte: Imprensa OMS>>


 

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