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domingo, 24 março, 2019
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Combate à febre amarela. Vacinação na Rodoviária e em mais de 200 postos volantes neste fim de ano. Cuide-se.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo realiza até a próxima 6ª feira (28/12/2018) ações de vacinação contra a febre amarela em mais de 200 postos volantes localizados em pontos estratégicos e com grande circulação de pessoas, como em estações de trem e metrô, nos terminais rodoviários Tietê e Barra Funda, terminais de ônibus, shoppings e supermercados.

Além da vacinação a secretaria realiza, nos dias 21 e 28 de dezembro, ações de orientação sobre arboviroses (dengue, zika, chikungunya e febre amarela) com faixas e panfletagem em grandes avenidas e nas principais saídas da cidade, como no início das rodovias Raposo Tavares e Régis Bittencourt.

Desde o início da campanha de vacinação contra febre amarela no município em setembro de 2017 até novembro deste ano, foram vacinadas 60,73% da população. Considerando a aplicação das doses nos últimos dez anos, a cobertura integral da vacina em São Paulo é de 73,75%.

No dia 8 de novembro, a Prefeitura de São Paulo lançou o Plano Municipal de Enfrentamento às Arboviroses, com providências técnicas e práticas intersetoriais para o combate e a prevenção das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Para isso, a SMS realizou a capacitação de 8,5 mil Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e 240 Agentes de Proteção Ambiental (APAs). Desde então, foram feitas ações em cemitérios públicos para a prevenção das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, vacinação extra muros de febre amarela,  realização de Dia “D” de combate às arboviroses em 24 de novembro, e ações educativas com estátuas humanas em pontos estratégicos da cidade.

A lista com os locais, datas e horários dos postos volantes pode ser acessada aqui.

Vale lembrar que quem for viajar para outras cidades consideradas de risco para febre amarela, deve tomar a dose até dez dias antes. A vacina também está disponível em todas as unidades básicas de saúde.

Vacina está disponível em todos os postos de Saúde 

A estação mais quente do ano está chegando e o aumento das temperaturas favorece a reprodução do mosquito Aedes aegypti, possível vetor da febre amarela urbana. Quem ainda não se protegeu contra a doença pode receber a dose da vacina gratuitamente em todos os postos de saúde da capital. Vacine-se!

Segundo a coordenadora do Programa Municipal de Imunizações da Prefeitura de São Paulo, Maria Lígia Nerger, há dois ciclos da doença: o silvestre e o urbano. “O Brasil não possui transmissão urbana desde 1942 e todas as ações que estão sendo feitas são para evitar a urbanização da doença. A forma mais eficaz de se prevenir é com a vacina”, diz.

A febre amarela silvestre ocorre em áreas de mata, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes e o homem pode se contaminar acidentalmente nestas regiões. No meio urbano, a febre amarela pode ser transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Portanto, o vilão da doença é o mosquito, que transmite também dengue, zika e chikungunya, não os macacos como chegou a ser disseminado em redes sociais.

Os sintomas da febre amarela, geralmente, começam com febre alta, mal-estar, dor no corpo, náuseas/vômitos, com duração de dois ou três dias. Alguns pacientes podem apresentar, após este período, uma melhora de algumas horas ou de um dia, mas depois podem evoluir para formas mais graves. Nestes casos, a pessoa pode ter comprometimento do fígado (icterícia, com olhos e pele amarelados), do rim e apresentar sangramentos. Pode evoluir para coma e óbito.

“Caso uma pessoa que ainda não foi vacinada vá para uma área de risco e comece a sentir os sintomas, a recomendação é que procure um médico imediatamente”, destaca a coordenadora.

Em 2018 a capital paulista registrou 13 casos autóctones (adquirido no município) de febre amarela, dos quais 6 resultaram em morte, e 107 casos importados, desses casos importados 22 evoluíram para óbito. Em 2017, não houve nenhum caso autóctone e 28 importados. “Em se tratando da febre amarela, cerca de 50% dos casos podem evoluir para óbito”, finaliza Maria Lígia Nerger.

Plano Municipal de Enfrentamento às Arboviroses === A Prefeitura de São Paulo lançou recentemente o Plano Municipal de Enfrentamento às Arboviroses. A iniciativa intersecretarial reúne um conjunto de ações para o combate e a prevenção de arboviroses transmitidas pelo Aedes (dengue, zika, chikungunya) e para que não volte a ocorrer a transmissão urbana de febre amarela na capital paulista. Saiba mais!

A população também pode ajudar fazendo vistorias por toda a casa, principalmente no quintal, para procurar por possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. O criadouro potencial pode ser um recipiente que possa acumular água como latas, potes, bacias, pedaços de plástico e vidro.

                   Mitos sobre a Febre Amarela

Mulheres grávidas não devem ser vacinadas?  === Grávidas que moram em áreas de rico devem ser vacinadas.

Mulheres que estão amamentando não devem ser vacinadas? === Mulheres que estão amamentando crianças menores de 6 meses de idade não devem se vacinar. Mas caso essa pessoa resida em uma área de risco ela deve ser vacinada e parar de amamentar por 10 dias.

Preciso tomar a vacina a cada 10 anos? === Não. Quem recebeu a dose plena está protegido por toda a vida.

Corro o risco de pegar a doença tendo tomado duas doses da vacina? === Não. A eficácia da vacina é extremamente alta.

Passar repelente previne a doença? === É uma forma básica de prevenção para quem não pode ou não tomou a vacina, mas ele não substitui a vacina e o repelente deve ser usado conforme recomendação do fabricante.

Corro o risco de pegar a doença em um lugar lotado? === A febre amarela não é transmitida de pessoa para pessoa

Idosos não podem tomar a vacina? === Os idosos que tenham contraindicação à vacina não podem tomar. Isso vale para pessoas de todas as idades, sendo idoso ou não. << Com apoio de informações/fonte: Secretaria Especial de Comunicação – SECOM/PMSP e Secretaria Municipal de Saúde >>

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