No feriado de 20/11/2018 (3ª feira), no Dia da Consciência Negra, das 18 às 19 horas, o palco do Sesc Santana  (Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Jd. São Paulo/Santana) recebe apresentação do espetáculo Anonimato – Orikis aos Mitos Pessoais Desaparecidos, com a Cia Treme Terra. Um espetáculo de dança negra que revela situações do cotidiano brasileiro, bem como aspectos ligados ao soterramento e aniquilamento das memórias negras no seio de uma sociedade eurocentrada, marcada por um histórico secular racista e colonialista, que violenta pessoas e tradições culturais de matrizes africanas, indígenas e periféricas. De maneira poética (não dissociada da política como discurso libertário), a obra aborda o genocídio étnico-cultural e suas consequências na vida social urbana: a invisibilização de mestras e mestres da cultura popular brasileira abandonados à solidão e ao esquecimento.

Traçando um paralelo simbólico com os rituais de axexê, suas relações com eguns, orixás e nkisis que estão fortemente associados à morte, bem como ao renascimento e outros desdobramentos, a Cia Treme Terra aprofunda sua pesquisa mitológica partindo das tradições bantu/angola e yoruba no Brasil, estudos de movimentações para um corpo que dança e reverbera sons percussivos e vocais, dando origem as re-criações cênicas inspiradas (de maneira não literal) em histórias recolhidas de importantes personagens da cultura negra e periférica.

A Cia Treme Terra vem consolidando sua pesquisa artística em dança desde 2006, e tem ampliado sua área de atuação, se destacando como uma das poucas companhias brasileiras que adota o estilo e o pensamento de uma produção artística calcada no conceito de “Dança Negra Contemporânea”. Dirigida por João Nascimento e Firmino Pitanga, a Cia desenvolve um estudo técnico em práticas corporais associadas à dança moderna, à capoeira e à dança dos orixás, tudo isso em constante diálogo com a música ao vivo que advém dos tambores tradicionais (rum, rumpi e lé) e instrumentos eletroacústicos. Desta forma, a Cia tem sido pioneira no conceito de “Dança Negra Contemporânea” como uma dança que se organiza de modo transcultural e transdisciplinar, configurando-se como uma “Cultura de Resistência” embrenhada por questões políticas atreladas ao histórico marcado pelo processo da diáspora africana no Brasil.

Ficha técnica do espetáculo ===Direção Geral e música: João Nascimento // Direção Coreográfica: Firmino Pitanga // Dançarinos: Beatriz Cristina, Luciano Virgílio, Thiago Bilieri, Tito Nascimento, Terená Kanouté, Tamiris Zaco, AfroJu Rodrigues, João Nascimento, Pedro Henrique, Daniel Preto, Bira Nascimento, Jotabê Spike e Abraão Santos // Técnico de Iluminação: André Rodrigues // Técnico de som: Lindemberg Oliveira // Cenário: Júlio Dojcsar // Cenário Digital: Achiles Luciano // Produção: Fernanda Rodrigues, Alexandre Alves e Pedro Henrique

Vídeo para assistir a trechos do espetáculo:

SERVIÇO

Local: Teatro. Capacidade: 330. Recomendação etária: acima de 14 anos.

Valor dos Ingressos: R$ 6,00 (Credencial Plena), R$ 10,00 (Meia-entrada), R$ 20,00 (Inteira)

Acesso para deficientes – estacionamento – ar condicionado.

Estacionamento – R$12,00 a primeira hora e R$ 3,00 a hora adicional – desconto para credenciados.


 

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