Uma revolução no ambiente e nos ares. O cinza das paredes de concreto ou os lugares que ainda tem os resquícios de uma antiga pintura podem ser transformados em arte. O mundo das cores e das figuras em linhas, retas e curvas — no meio, poesias.  Eis o objetivo de levar mais vida e arte à escola tornando mais atraente aos olhos dos alunos. Este foi um dos propósitos que levaram à criação do Choque Educultural, um projeto do Instituto Choque Cultural (ICC), que tem como principal objetivo transformar os ambientes de ensino integrado com a cidade. E aí surgem os locais inspiradores e agradáveis, onde estudantes e professores se conectem uns aos outros e ficam permanentemente instigados a criar e inovar.

A ação na Zona Norte === Ao longo dos últimos oito anos, o Choque Educultural (Escola Criativa) beneficiou 40 escolas, alcançando cerca de 250 professores e milhares de crianças e jovens paulistanos. A próxima ação já tem data e local marcados: no próximo sábado (08/12/2018), na Etec Parque da Juventude ( Av. Cruzeiro do Sul, 2.630 – Prédio I – Santana – Metrô Carandiru), na Zona Norte. Um local erguido sobre os pavilhões da Casa de Detenção/Penitenciária do Carandiru,  abrigando não só uma instituição de ensino médio e técnico, mas também a Etec de Artes – com cursos diversos, entre os quais os de dança, canto, arte dramática, regência, processos fotográficos, paisagismo, design de interiores e produção de eventos.

A programação na Etec ===  Algumas atividades na Etec de Artes já foram iniciadas – alguns artista deram início à produção de murais na área externa da escola. E no dia do vento (08/12 – sábado) acontece um grande mutirão, junto a apresentações  dos alunos da Etec e ainda uma apresentação da banda Mustaches e dos Apaches, saindo do lado externo e conduzindo o público pela exposição de grafite nas paredes e no interior da escola. Na ocasião, todos serão surpreendidos com poemas revelado nas paredes da unidade, poesias do Coletivo Transverso. No dia anterior (6ª feira – 07/12), acontecem as oficinas de estencil voltadas para os alunos e voluntários.

Surge o projeto === Encabeçado pela educadora Raquel Ribeiro e os sócios da Galeria Choque CulturalBaixo Ribeiro e Mariana Martins —, o projeto surgiu em 2011, como semente de um dos programas do Instituto Choque Cultural, o Eduqativo, com o objetivo de estreitar as distâncias entre professores, alunos e comunidades. E com o uso de de ferramentas que mesclam educação, arte e comunicação as ações são colocadas em prática. Para isso, uma série de artistas convidados — grande parte deles ligados à cena urbana da capital – são convidados  para ministrarem workshops a educadores e, mais do que isso, intervir diretamente em escolas públicas da cidade em grandes mutirões, com a participação dos agentes locais.

O ambiente escolar === “Em educação, discute-se muito o professor, os alunos, o conteúdo, mas as problematizações quase nunca tangenciam o espaço físico do ambiente escolar, como se a falência do modelo atual já fosse uma constatação que nem merecesse a possibilidade de uma reformulação”, observa a educadora Raquel Ribeiro. E lembra que mesmo que o desafio não esteja no espaço físico, acaba impactando nas relações que estão dentro dele.

O planejamento === O projeto tem início com um estudo minucioso realizado por uma equipe de educadores, arquitetos, designers e artistas acerca do espaço que receberá intervenções. É, em seguida, é desenvolvido um plano de ações que abarca a revitalizações nas áreas comuns do colégio — quadras, pátios e corredores — a partir de plantios, pinturas pedagógicas e instalação de mobiliários e equipamentos.

Os contrastes === Quanto aos ambientes escolares, o educador Baixo Ribeiro lembra dos contrastes das escolas públicas, “a maioria destes espaços são  um tanto assépticos, que se assemelham muito a hospitais ou mesmo presídios”. E, por outro lado, “quanto mais o ambiente escolar mostra-se árido, desprovido de marcas estéticas que representem as pessoas que o frequentam, maior é o número de depredações e outras tentativas desajustadas”. Segundo o educador, o projeto busca transformar esses locais em ambientes agradáveis e acolhedores, que despertem e potencializem o potencial criativo daqueles que convivem nele.

A sequência === Por fim, em uma terceira etapa, a organização aplica um programa de formação de gestão cultural a professores e multiplicadores dentro da comunidade escolar para que a transformação se mantenha e, mais do que isso, cresça ano após ano. A capacitação parte de iniciativas baseadas no conceito da educomunicação aplicado à arte, tomando a arte urbana como plataforma de comunicação que cria oportunidades de trocas, interações e expressão de saberes. Nesse contexto, os professores são instruídos a trabalhar linguagens artísticas já familiares aos jovens, – tais como o grafite, o skate e o hip-hop -, de modo a criar pontes para a realização de mudanças em sala de aula e se aproximarem dos estudantes. Os artistas emergentes dessas cenas também são convidados a promover bate-papo e wokshops com e para os educandos.

Os realizadores === O projeto Choque Educultural (Escola Criativa) é realizado através da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal com patrocínio da Pirelli e da Machado Meyer Advogados. Ele foi concebido sob as diretrizes da tecnologia social desenvolvida pelo Instituto Choque Cultural, A Escola é Cidade e a Cidade é Escola, premiada pela Fundação Banco do Brasil de Tecnologias Sociais em 2015. De maneira mais abrangente, o programa visa a melhoria do ambiente escolar pela integração educação-cultura e concebe a escola como microcosmos da cidade, agora encarada como campo de experimentação educativa.

O potencial pedagógico === Na formação os professores são levados a verem a escola e a cidade em todo seu potencial pedagógico utilizando estratégias educativas que conectem a sala de aula com a cidade e com o mundo. “É preciso entender a escola como epicentro de um território educativo. Nesse território, instituições, comércio, espaços culturais e todos os seus agentes são partes integrantes da formação dos indivíduos. É onde a cidade mostra que é escola”, explica Raquel.

Quer participar? === Os diretores de colégio que tiverem interesse em participar do projeto e receber as intervenções nas paredes e muros de sua instituição poderão se inscrever pelo e-mail educativo@choquecultural.com.br.    << Com apoio de informações/fonte: A4eHolofote Comunicação >>

Assista os vídeos abaixo:

Serviço
Choque Educultural (Escola Criativa)
Local: Etec Parque da Juventude

Endereço: Av. Cruzeiro do Sul, 2630 | Santana, São Paulo – SP
Data: 8 de dezembro de 2018
Horário: das 10h às 16h
Mais informações: http://www.institutochoquecultural.org/

Institucional Trevo

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