O Entreposto Terminal de São Paulo da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo  (Ceagesp), está em baixo d´água. É grande o volume de produtos perdidos. Infraestrutura antiquada não resiste às chuvas. Situação é grave. Pode haver problemas de abastecimento na cidade esta semana. As mercadorias atingidas pela enchente são desperdiçadas, pois não são mais aproveitadas para o consumo

Avaliação é de permissionários da Ceagesp, que estão sem condições de atender ao abastecimento nesta 2ª-feira, porque o velho entreposto da Vila Leopoldina está inundado. O problema pode comprometer o fornecimento de hortifrutigranjeiros e pescados a feirantes, supermercados, quitandas, sacolões, peixarias e o varejo de alimentos em geral. Além da perda de mercadorias, muitas delas sob a água, a enchente no local bloqueia o trânsito e impede a entrada e saída de mercadorias.

O entreposto é fundamental para o abastecimento dos 12 milhões de habitantes da capital, ou dos mais de 20 milhões da Região Metropolitana, mas não tem mais conseguido atender de maneira adequada à demanda. Inaugurado em 1966, completa 54 anos em 2020. Porém, espremido em área densamente ocupada e sem investimentos, não tem mais capacidade, tecnologia, infraestrutura e instalações compatíveis com o volume comercializado.

São 9,43 mil toneladas de alimentos por dia ou 3,4 milhões por ano. Para comercializar e dar vazão a essa imensa quantidade de mercadorias, 50 mil pessoas e 12 mil caminhões passam diariamente pelo entreposto, terceiro maior do mundo em volume. Porém, as instalações obsoletas, deficiência de logística e infraestrutura defasada oneram os custos e provocam lentidão das operações, congestionamento do trânsito dentro e no entorno e desperdício de alimentos. As chuvas estão expondo a total inviabilidade do entreposto, cuja precariedade ameaça o abastecimento e coloca em risco a segurança.

Os permissionários afirmam que a situação caótica desta 2ª feira mostra o quanto é urgente São Paulo ter um novo entreposto. <<Com apoio de informações/fonte: Ricardo Viveiros & Associados — Oficina de Comunicação  / Rosangela Sousa >>

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