da Redação DiárioZonaNorte  ===
O bairro da Casa Verde completou nesta 2ª feira (21/05/2019) 106 anos.  A origem da Casa Verde envolve muitos nomes de logradouros conhecidos pela população da região e da cidade de São Paulo.  Então, como diz o caipira “senta que lá vem história”.  A origem da Casa Verde remonta o século 17, quando Amador Bueno da Veiga ganhou as terras de região como sesmaria (lotes de terras que a Coroa Portuguesa cedia, para cultivo e assim garantir a a posse na colônia).  No ano de 1630, ele construiu onde hoje é a Rua Zanzibar, a sede de sua fazenda, onde residia com sua esposa Bernarda Luís Camacho.

As meninas da Casa Verde === As terras passaram para a  propriedade do militar José Arouche de Toledo Rendon, neto de Amador Bueno (também nome de algumas vias no estado de São Paulo e de uma Rodovia). Ele vivia na Rua do Rosário com o Beco do Colégio, em uma casa de janelas verdes.  Ali, ele cuidava de suas sete irmãs solteiras.  E era na  propriedade herdada de Amador Bueno, que a família passava os finais de semana e o apelido virou referência para a população “perto da fazenda  das meninas da Casa Verde”  e posteriormente “perto da Casa Verde”.     A história de  “As Meninas da Casa Verde” foi contada pelo escritor Nutto Sant’ Anna no livro homônimo.  Ah,  Nutto Sant’Anna é o nome da Biblioteca localizada na praça Tenório de Aguiar n. 32, no Jardim São Paulo.

Da Casa Verde para o Mundo ==  Na fazenda da Casa Verde, Rendon  plantou café e foi um dos primeiros exportadores brasileiros.  De família rica, estudou em Coimbra, foi militar, plantou chá  e também foi diretor da Faculdade de Direito de São Paulo.  Ah, se você pensa que foi João Doria o primeiro “gestor” a doar seu salário, engana-se. Foi Rendon, que doava seus ganhos como diretor da Faculdade de Direito de São Paulo para a Santa Casa da Misericórdia. E foi seu filho,  Diogo de Toledo Lara Ordonhes, quem doou em vida  o terreno para a construção do prédio.

De Baruel à Rudge ==  Em 1857, as terras já eram de posse de Francisco Antônio Baruel (outro nome dado à uma importante avenida do bairro)  e que,  que posteriormente as venderia para o tenente-coronel Fidelis Nepomuceno Prates (que batizou uma rua no Bom Retiro, onde ficava seu palacete).  As terras foram dadas como pagamento de dívidas de Prates  e em 1882  João Maxwell Rudge adquiriu a área, explorando o  plantio de frutas, principalmente de uvas.

E o filho de Maxwell –  Horácio Vergueiro Rudge, à frente de suas irmãs Ana, Luisa, Olimpia e Paulina é considerado o fundador do bairro.  Os herdeiros de Rudge dividiram a fazenda em lotes e a transformaram em um empreendimento imobiliário, batizado de Villa Tietê.  O nome não pegou e continuou com “Casa Verde” e a data do aniversário do bairro foi o dia em que o primeiro lote foi vendido:  21 de maio de 1913 – localizado onde é hoje a rua João Rudge, ao oficial de Justiça português J. Marques Caldeira Horácio foi quem projetou o bairro e as primeiras ruas  João Rudge, Casa Verde, Inhaúma (hoje rua Doutor César Castiglioni Júnior) e  Jaguatetê, além das  praças do Centenário e Bororé. A principal dificuldade para vender os lotes era o mau  cheiro da região e a grande concentração de urubus no lugar, de acordo com alguns livros de história sobre a região.

A ponte e o bonde === O desenvolvimento da Casa Verde foi lento.  Um impulso maior se deu com  a  primeira ponte de madeira que ligava um lado do rio Tietê ao outro na região em  1915 – construída pela família Rudge e em 1922 com a implantação do serviço de bonde  para a região pela  Light & Power – ligando a Rua São Bento à Praça do Centenário e a chegada da luz elétrica.  Os primeiros habitantes eram chacareiros portugueses

Campo de Marte === O bairro ainda é pouco verticalizado, em função de sua proximidade com o Campo de Marte. A portaria 957 do Comando da Aeronáutica proíbe, por questões de segurança para pousos e decolagens de aviões, a construção de prédios em um raio de 3 quilômetros da cabeceira da pista e limitam a altura da construção  em 45 metros ou 15 andares de prédios em um raio de 5 quilômetros também da cabeceira da pista. E, ao lado, tem o Complexo do Parque Anhembi, que agora está sendo privatizado pela Prefeitura de São Paulo.

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1 COMENTÁRIO

  1. Minha vida sempre foi na Casa Verde , tenho agora 79 anos e lembro dos bondes , a ponte de madeira o rio Tiete a onde efetuava pesca todas semanas o rio continha muitos peixes de Lambari até dourados , e pintados vi o desenvolvimento do Bairro e recordações dos campos de futebol tinha diversos , lembro do Democrático time que impunha respeito , um dos times dirigidos pelos irmão Mansur , donos co cine Casa Verde lembro do Nichó goleiro que desafiava os atacantes adversários , lembro do Ovo um atacante negro um jogador fantástico , lembro de outro time o Baruel com os irmão metralhas e o Alemão atacante fora de serie tinha um chute que tirava até o goleiro do gol ,,, minha infância foi do nascimento Rua Onda Verde pequena rua após Rua Saguairu , tinha poucas casas a maioria com terrenos grandes e muitas arvores e frutíferas , muitas saudades de pessoas fora de serie tinha o Coqueiro um negro sempre risonho , o meu padrinho Etore Mazzoneto e minhas irmãs Deise ,Dulce , e Elsa , em fim eramos todos como uma grande familha.
    Perto da Igreja a onde todos domingos participava das missas , o interessante que todas campanhas politicas eram sempre com Palanques próximo da Igreja ,boas lembranças da Loja do Vioti , a onde comprei minha primeira chuteira e bola de capotão para jogar no São Pedro time fundado pelo Negrão o um sonhador acreditava muito na garotada , joguei peladas com Didi que foi jogador profissional da Portuguesa e entre todos que vi jogar futebol nesta vida tinha um craque irmão do Didi era o Décio super .fantástico jogador dominava o campo todo fora do comum super acima do normal , fui treinar no juvenil da Portuguesa , junto com o Décio , nesta época o SÃO PAULO fC numa tarde de treinamento , que efetuava no campo da Portuguesa , necessitaram de um jogador para colocar na formação do treino e deram a camisa para o Décio , primeira bola recebida o mesmo partiu pra cima da dupla Desordi e Mauro reconhecidos como uma dupla da Selecão Brasileira o Décio deu um Chapéu no Mauro e partiu pra cima do Desordi meteu um elástico tipo jogada do Rivelino e meteu a bola na saída do grande goleiro Poi por cobertura m coisa de craque , ,,,, tentaram levar pro SÃO pAULO mas o Décio era desligado , nunca mais voltou e continuou nas vargens da Casa Verde . ,, jogou em todos times da Casa Verde eram inúmeros Az de Ouro , Monte Azul etc
    Lembrança da Praça Cruz da Esperança , vendo todos dias logo cedo seu Jofre pai do Eder Jofre que todos os dias de deslocava pegando Lotação os táxis da época praticavam lotações para o Centro da Cidade
    Estou comentando fatos da época , e não poderia deixar de comentar os Bondes abertos o Casa Verde o numero era 55 , saia da Praça Centenário indo passando pelo Bom Retiro , Estação da Luz , e Largo São Bento os Cobradores e Mortoneiros a maioria eram Portugueses ,
    Boas Lembranças dos professores destacando professora Iraçí uma educadora de cor negra a base da palmatoria a onde aprendi matemática em menos de 02 meses a mesma só dava aula na casa dela imagine só 20 crianças dentro da casa da mesma a gente , aprendia pra nunca mais esquecer , trabalhei em firmas Japonesas o sempre me perguntavam a onde aprendeu tanto matemática
    Casa Verde para mim foi um premio ter passado por este grande Bairro e vejo ele como um todo Parte Baixa ; Parte Alta , abrangendo parte do Jardim São Paulo e Parque Peruché e ainda parte da Vila Espanhola
    e assim que vejo meu querido no pensamento ruas todas de terra e canarinhos da terra e coleiras na zona da baixada e seus pequenos lagos e rios que se deslocavam pro Tiete ,
    Foi BOMMMMMMMMMMMMMMMM

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