Diante da importância crescente da oncologia, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) aprimora-se constantemente como agente reflexivo, propositivo, colaborativo e realizador, visando contribuir para o fortalecimento da especialidade no Brasil e no mundo. Nesse contexto, a SBOC preconiza a divulgação de informação oncológica de qualidade, pois reconhece o poder e a importância da educação como estratégia para prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer.

O câncer de mama é o segundo tumor mais frequente no mundo e o que tem maior incidência nas mulheres. Somente no Brasil, a estimativa é de 60 mil novos casos por ano. Justamente por estar tão presente em nossa sociedade, é fundamental quebrar tabus e reforçar a importância do diagnóstico precoce.

Algumas séries e novelas veiculadas na TV ao longo dos anos já abordaram o tema câncer de mama, cumprindo um papel social e contribuindo para alertar a população sobre a doença. Porém, é de extrema importância que a mensagem seja transmitida de forma clara e que, a cada nova abordagem, as informações estejam atualizadas, de acordo com a avaliação de um especialista da área, considerando os avanços no tratamento do câncer.

Recentemente, um trecho da atual novela das 21h da Rede Globo de Televisão, “A Dona do Pedaço”, de Walcyr Carrasco  mostrou  a personagem  Gilda (interpretada pela atriz Heloísa Jorge) que descobre um tumor maligno na mama e recebe a notícia de que será necessária a mastectomia (retirada da mama). Além disso, em uma das cenas, a personagem utiliza o termo “aquela doença”, evitando dizer câncer de mama.

A SBOC avalia que, da forma como foi retratada, a situação pode trazer impactos negativos, pois não conscientiza a população da maneira mais adequada e ainda reforça o estigma criado em torno da doença em uma época em que o câncer de mama era visto como um decreto de morte e que, por isso, as pessoas evitavam pronunciá-lo. “O ideal é falar claramente o nome da doença e tratar esse assunto sem restrições. É preciso mostrar que é uma das principais causas de morte da mulher brasileira, mas, quando diagnosticado precocemente, o câncer de mama tem até 90% de chance de cura”, diz  Dr. Sergio Simon, presidente da SBOC.

Outro ponto importante a ser levado em conta é que o tratamento é individualizado, ou seja, o que funciona para uma paciente com o mesmo câncer pode não surtir efeito em outro organismo.

A forma como a cena produzida pela novela aborda a mastectomia pode gerar o entendimento de que essa é a única solução para o câncer de mama. De acordo com Dr. Gilberto Amorim, Oncologista Clínico e membro da SBOC, a indicação de mastectomia radical deve ser bem avaliada pela equipe médica em conjunto com a paciente e não é a única alternativa.

“As novas descobertas da ciência permitem que o combate a esse tipo de neoplasia seja menos agressivo, tenha menos efeitos colaterais e, principalmente, amplie a qualidade de vida das pacientes. Se na década de 1970 um diagnóstico de câncer de mama representava um índice de mortalidade altíssimo, agora, as chances de sobrevida são o principal triunfo da medicina”, explica o especialista.

“Sabemos que a maioria dos brasileiros se informa sobre o que acontece no país por meio da televisão. Por isso, é fundamental que as emissoras se atentem para a qualidade das informações, principalmente quando diz respeito à saúde. E, em relação ao câncer, é importante uma divulgação maior sobre prevenção e diagnóstico precoce. As sociedades médicas estão à disposição das emissoras de TV para contribuir com essas informações”, conclui Dr. Sergio.

O câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete mulheres no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Para 2019, foram estimados 59.700 casos novos no país. Justamente por estar tão presente em nossa sociedade, é fundamental quebrar tabus e reforçar a importância do diagnóstico precoce.

Sobre a SBOC – Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica ==  A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) é a entidade nacional que representa mais de 1,6 mil especialistas em oncologia clínica distribuídos pelos 26 Estados brasileiros e o Distrito Federal. Fundada em 1981, a SBOC tem como objetivo fortalecer a prática médica da Oncologia Clínica no Brasil, de modo a contribuir afirmativamente para a saúde da população brasileira. Desde novembro de 2017, é presidida pelo médico oncologista Sergio D. Simon, eleito para o biênio 2017/2019.

< com apoio de informações/fonte: Edelman >

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