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Início da nova Campanha de Vacinação contra a Pólio e de atualização da caderneta

Terá início na próxima 2ª feira (05out2020) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação, para atualização da caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade.

A meta é colocar em dia as vacinas do calendário vigente, além de imunizar indiscriminadamente contra a poliomielite pelo menos 95% da população na faixa etária de 12 meses até menores de cinco anos de idade, mesmo os que já tenham tomado as doses anteriormente.

Já os bebês com menos de um ano terão seu esquema vacinal atualizado.

Dia D de Mobilização Nacional

A campanha se estende até 30 de outubro e, no sábado (17out2020), todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) vão funcionar das 8 às 17 horas para intensificar a imunização durante o Dia D de Mobilização Nacional.

Vale destacar que, mesmo em tempos de pandemia de Covid-19, não se pode descuidar das demais doenças. Por isso, a iniciativa tem por objetivo aumentar a cobertura vacinal em todo o País e, assim, garantir a proteção contra várias doenças, contribuindo para a sua eliminação.

Coberturas vacinais

De acordo com o Ministério da Saúde, o envolvimento das três esferas de governo nas ações de imunização tem confirmado resultados exitosos, como a eliminação da rubéola, da síndrome da rubéola congênita e também da pólio que, embora sua erradicação esteja avançando no mundo todo, é imprescindível que tenha altas coberturas vacinais para que não seja reintroduzida em locais onde já foi eliminada.

No Brasil, as campanhas nacionais de vacinação contra a pólio tiveram início em 1980, o que tem garantido o país livre da doença. O último caso registrado em território nacional foi em 1989. Desde então, o país não apresentou casos de poliomielite e recebeu o certificado de área livre de circulação do poliovírus selvagem em 1994. <<Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Guarulhos ==  Texto: Sandra Lopes >>


    Mais informações sobre a Poliomielite

A poliomielite ou “paralisia infantil” é uma doença infecto-contagiosa aguda, causada por um vírus, de gravidade extremamente variável e, que pode ocorrer sob a forma de infecção inaparente ou apresentar manifestações clínicas, frequentemente caracterizadas por febre, mal-estar, cefaleia, distúrbios gastrointestinais e rigidez de nuca, acompanhadas ou não de paralisias.

Desde 1989 não há registro de casos de poliomielite no país, fato que levou o Brasil a obter da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) o certificado de erradicação do poliovírus selvagem autóctone do seu território em 1994, juntamente com os demais países das Américas. No entanto, como ainda há circulação de poliovírus selvagem em alguns poucos países do mundo, o risco de importação de casos permanece.

Modo de transmissão

Pode ser direta de pessoa a pessoa, pela via oral-oral, através de gotículas de secreções da orofaringe de pessoas infectadas (ao falar, tossir ou espirrar), 1 a 2 semanas após a infecção; ou de forma indireta, pela via fecal-oral (a principal), através de objetos, alimentos, água etc., contaminados com fezes de doentes ou portadores, 1 a 6 semanas após a infecção. O período de incubação é, geralmente, de 7 a 12 dias, podendo variar de 2 a 30 dias.

Período de transmissão

O poliovírus pode ser encontrado nas secreções faríngeas e nas fezes, respectivamente 36 e 72 horas após a infecção, tanto nos casos clínicos quanto nas formas assintomáticas. O vírus persiste na garganta durante 1 semana aproximadamente e, nas fezes, por 3 a 6 semanas, enquanto nos indivíduos reinfectados a eliminação do vírus se faz por períodos mais reduzidos.

Manifestações clínicas

A infecção pelo poliovírus selvagem pode apresentar-se sob diferentes formas clínicas:

• Inaparente ou assintomática – não apresenta manifestação clínica, podendo ser demonstrada apenas por exames laboratoriais específicos. Ela ocorre entre 90 a 95% das infecções;

• Abortiva – ocorre em cerca de 5% dos casos. Caracteriza-se por sintomas inespecíficos, tais como febre, cefaleia, tosse e coriza, e manifestações gastrointestinais, como vômito, dor abdominal e diarreia. Como na forma inaparente, só é possível estabelecer diagnóstico por meio do isolamento do vírus;

• Meningite asséptica – ocorre em cerca de 1% das infecções. O início apresenta-se com as mesmas características da forma abortiva, com sintomatologia inespecífica. Posteriormente, surgem sinais de irritação meníngea (Kernig e Brudzinski positivos) e rigidez de nuca;

• Forma paralítica – pouco frequente, em torno de 1 a 1,6% dos casos. É caracterizada por déficit motor de início súbito. A evolução dessa manifestação, frequentemente, não ultrapassa três dias. Acomete desde alguns até vários grupos de músculos, com predileção pelos membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada e reflexos tendinosos que podem estar inicialmente hiperativos e, em seguida, rapidamente diminuídos ou abolidos no segmento atingido. Em alguns casos ocorrem quadros de paralisia grave que podem levar à morte. A paralisia sempre persiste de forma residual (sequela), após 60 dias do início da doença. Apenas a forma paralítica possui característica clínica típica que permite sugerir o diagnóstico de poliomielite.

Além da paralisia residual, outros efeitos tardiosda poliomielite podem ocorrer em pacientes que tiveram a forma paralítica da doença. Estes estão divididos em três tipos de categorias:

a) sintomas que podem ser atribuídos diretamente ao dano causado pelos poliovírus tais como: a própria paralisia residual, desequilíbrio musculoesquelético, retardo no crescimento, deformidades esqueléticas que afetam os membros, insuficiência respiratória e intolerância ao frio devido a transtornos circulatórios;

b) sintomas decorrentes da falência do organismo em manter-se estável no período de estabilidade funcional com aparecimento de nova fraqueza e fadiga – a Síndrome Pós-Poliomielite;

c) sintomas resultantes de trauma secundário incluindo neuropatia compressiva, artrites degenerativas, dores articulares, tendinite e bursite.

Síndrome Pós-Poliomielite é um transtorno neurológico que aparece muitos anos após a doença aguda, usualmente 15 anos ou mais. Caracterizado principalmente por nova fraqueza muscular, fadiga e dor muscular e articular. Menos comumente, a síndrome inclui dificuldades respiratórias e de deglutição, atrofias musculares e intolerância ao frio entre outros sintomas. <<Com apoio de informações: Ministério da Saúde >>


 

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