De sábado (04/08/2018) até o meio-dia desta 2ª feira (06/08), mais de 177 mil doses de vacinas contra sarampo e poliomielite foram aplicadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município de São Paulo. Desse total, 89.914 foram contra a pólio (doença também conhecida como paralisia infantil), e outras 87.579 doses da tríplice viral SRC, que, além do sarampo, também protege contra rubéola e caxumba. É importante destacar que uma mesma criança pode ter tomado as duas vacinas na mesma ocasião.

 

A “Campanha Nacional de Vacinação contra Sarampo e contra Poliomielite” começou de forma antecipada nos postos da capital paulista no sábado, quando foi realizado o “dia D”. A ação é voltada exclusivamente para crianças entre 1 ano e 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade. A meta da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo é atingir 95% de cobertura de vacinação entre os moradores da capital paulista desta faixa etária, o que equivale a 562.392 crianças. Até o momento, a cobertura da vacina contra poliomielite é de 15,2% e a da vacina SCR é de 14,8%.

 

As doses da campanha estarão disponíveis em todas as UBS do município até 31 de agosto. Neste período, é fundamental que os pais ou responsáveis levem as crianças até o posto de saúde mais próximo para se vacinar mesmo que a carteirinha de vacinação esteja em dia. O reforço na imunização das crianças é importante para reduzir o risco de reintrodução da poliomielite no Brasil assim como o de circulação de sarampo e rubéola na capital.

 

Para receber a vacina no município, é preciso levar documento de identificação e, se possível, carteira de vacinação e cartão SUS. Para saber qual a UBS de referência de seu endereço, basta consultar o Busca Saúde (https://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br).

 

As crianças menores de 2 anos de idade NÃO devem tomar simultaneamente as vacinas contra o sarampo e a febre amarela. É recomendável um intervalo de 30 dias entre as doses, sendo que a dose da campanha deve ser priorizada.

 

As vacinas contra  o sarampo e a pólio são contraindicadas para: pessoas que apresentam imunodeficiência congênita ou adquirida, como portadores de neoplasias malignas, submetidos a transplantes de medula ou outros órgãos; infectados pelo HIV, que estão em tratamento com corticosteroides em dose alta; ou que tenham alergia grave a algum componente da vacina ou dose anterior. Crianças com febre muito alta também devem evitar a aplicação. 

 

Proteção em dia ===  O esquema da vacina contra a poliomielite consiste em três doses aplicadas na criança menor de 1 ano (aos 2, 4 e 6 meses de idade) e duas doses de reforço administradas aos 15 meses e aos 4 anos.

 

No caso do sarampo, a primeira dose da vacina tríplice viral é administrada aos 12 meses e a segunda, aos 15 meses. Neste caso, é aplicada a vacina tetra viral, que também protege contra varicela.

 

O Brasil está livre da poliomielite desde 1989. Já os últimos dois casos confirmados de sarampo no município de São Paulo – ambos importados – foram registrados em 2015. A ampla adesão à vacina é fundamental para que essas doenças continuem fora de circulação. No ano passado, o município obteve cobertura de 84,8% de pólio e 86,1% para a vacina tríplice viral. << Com apoio de informações/fonte: Secretaria Municipal de Saúde / Coordenadoria Regional de Saúde-CRS Norte >>

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