O Ministério da Saúde (MS) informou, nesta 4ª feira (29/01/2020), que existem nove casos considerados suspeitos de coronavírus no Brasil. São três casos em São Paulo; dois em Santa Catarina; e um nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Ceará. Até o momento, o Ministério da Saúde foi notificado de 33 suspeitas de casos. Após testes e verificações, 24 pacientes foram descartados para coronavírus.

Um caso é tratado como suspeito se a pessoa esteve na China nos últimos 14 dias e apresentou tosse e febre ao retornar. Neste caso, o paciente é colocado em isolamento e são realizados testes para checar, primeiro, se o que essa pessoa tem é influenza ou outra gripe. Caso os exames não acusem essa possibilidade, é feito o teste para coronavírus.

No momento, apenas o primeiro caso suspeito, da estudante de Minas Gerais, está na etapa de teste para coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, é possível que o resultado do teste seja conhecido na próxima 6ª feira (31/01/2020).

Atualmente, 6.065 casos de coronavírus foram confirmados em todo mundo, sendo 5.997 somente na China, onde 132 pessoas já morreram. Não houve ainda nenhuma morte em outros países.  O ministro da Saúde e sua equipe comprometeram-se em dar um balanço e informações diariamente, às 16 horas, em coletiva. <<< Com apoio de informações/fonte: Empresa Brasil de Comunicação-EBC / por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil / Brasília>>>


         Saúde de São Palo monitora três casos suspeitos na Capital

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo está monitorando três casos suspeitos de coronavírus, na Capital. São duas crianças e um adulto que estão bem, estáveis e recebendo cuidados em casa, com isolamento domiciliar – ou seja, com restrição de contatos com pessoas e ambientes externos.

Uma delas é um menino de seis anos, que apresentou febre e tosse, com histórico de retorno da China no dia 19 de janeiro e início os sintomas dia 28. A outra menina,  de 4 anos, não viajou à China, mas teve contato com o irmão mais velho e apresentou tosse e febre. As crianças foram atendidas no Hospital Infantil Cândido Fontoura, unidade de referência no atendimento pediátrico localizada na Zona Leste da cidade.

O terceiro é um homem de 33 anos, que retornou da China no dia 20 de janeiro. Apresentou febre, tosse e dor de garganta e foi atendido em um hospital privado da capital.

Os familiares estão orientados com relação às medidas necessárias para se prevenirem, como uso de máscaras, higienização das mãos e não compartilhamento de objetos de uso pessoal, bem como sobre os cuidados requeridos para os pacientes, que incluem hidratação e a permanência em casa, sem circulação por outros locais e evitando contato com familiares e amigos, por exemplo.

A investigação dos casos é realizada pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, com todo apoio técnico da pasta estadual. As amostras biológicas dos pacientes foram colhidas pelo hospital onde foram atendidas e já foram para análise no Instituto Adolfo Lutz, laboratório de referência nacional localizado em SP. Os resultados, assim como eventuais novos casos suspeitos ou confirmados, serão divulgados em boletins atualizados periodicamente pela Secretaria.

“Os profissionais de saúde que atuam em SP estão orientados sobre esse novo vírus e a importância de nos informar rapidamente sobre qualquer caso suspeito. Nossa rede de saúde conta com serviços de referência na área de Infectologia e está preparada para atender pacientes que se enquadrem nos critérios clínicos e epidemiológicos. Seguiremos vigilantes, orientando serviços, organizações públicas e privadas, veículos de comunicação e a sociedade civil, prezando pela agilidade e transparência”, afirma o Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann.

Até o momento, não há caso confirmado de coronavírus nem em São Paulo, nem no Brasil. Ainda assim, de modo geral, é importante seguir os mesmos cuidados previstos na “etiqueta respiratória” adotada com relação à gripe (Influenza): cobrir a boca ao tossir ou espirrar, lavar as mãos frequentemente, não compartilhar objetos de uso pessoal, limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado (confira abaixo outras recomendações).

É fundamental procurar o serviço de saúde mais próximo se a pessoa apresentar sintomas como febre, dificuldade para respirar, tosse ou coriza, associados aos seguintes aspectos epidemiológicos: histórico de viagem em área com circulação do vírus (consulte os sites indicados ao final do texto), contato próximo caso suspeito ou confirmado laboratorialmente para coronavírus.

“Nosso papel é orientar e tranquilizar a todos. Não há motivo para pânico. O monitoramento está em curso, com organismos internacionais e nacionais de saúde, e nossas equipes acompanharão o tema ininterruptamente para que possamos dar respostas rápidas e efetivas quando necessário”, diz a diretora da Vigilância Epidemiológica, Helena Sato.

Plano de Risco ===  A Secretaria da Saúde implantou, na última semana, um comitê para atuar no monitoramento do coronavírus. Uma rede composta por diversos órgãos e serviços de referência integra a iniciativa, responsável a observar o cenário epidemiológico da doença e deflagrar as medidas que forem necessárias em São Paulo.

As ações são lideradas pela Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria da Saude conta com a participação do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE)  escritório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em São Paulo – que atua em aeroportos e no porto -, a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) da capital – considerando que a cidade é polo de transição internacional -, e o Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems-SP), com apoio de todas as Secretarias Municipais de Saúde do Estado.  Integra também o Instituto Butantan, que possui expertise em inovação, pesquisa e desenvolvimento de imunizantes. Já na área diagnóstica, o Instituto Adolfo Lutz dará todo suporte laboratorial para investigação de caso.

No âmbito assistencial, o Grupo de Resgate (Grau) apoiará no deslocamento e atendimento inicial de pacientes e, além disso, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), unidades de alta complexidade, serão as referências para atendimento hospitalar. Outras instituições poderão ser integradas, se preciso.

Dicas de prevenção:

  • Cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar;
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal;
  • Limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado;
  • Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos com água e sabão ou usar antisséptico de mãos à base de álcool;
  • Deslocamentos não devem ser realizados enquanto a pessoa estiver doente;
  • Quem for viajar aos locais com circulação do vírus deve evitar contato com pessoas doentes, animais (vivos ou mortos), e a circulação em mercados de animais e seus produtos.

<< Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Comunicação/Secretaria do Estado da Saúde>>


  China proíbe comércio de animais silvestres

As autoridades da China anunciaram uma proibição temporária do comércio de animais silvestres, após o surto de infecção por um tipo de coronavírus na cidade de Wuhan. Embora a origem do vírus ainda seja desconhecida, cientistas chineses acreditam que a transmissão pode ter ocorrido de cobras para humanos. Isso porque os répteis em cativeiro podem ser portadores de patógenos que também infectam as pessoas.
Essa não é a primeira vez que a transmissão de doenças de animais silvestres para humanos tem sido a causa de graves epidemias. Kate Nustedt, diretora de vida silvestre na Proteção Animal Mundial, explica que a decisão do governo chinês ajuda a minimizar a proliferação da doença. “Esperamos que essa decisão seja permanente e estendida à todas as importações e exportações de animais silvestres. Na China, é comum encontrar animais à venda em mercados e feiras. As péssimas condições que esses animais são submetidos, em ambientes sem nenhum tipo de higiene ou bem-estar, são propícios para o surgimento de epidemias. Isso, vinculado com um contato com o ser humano, causa epidemias como o coronavírus”, afirma Kate.
As cobras, por exemplo, são capturadas na natureza e transportadas juntas em sacos ou pequenas gaiolas ou são reproduzidas intensivamente em viveiros, onde são mantidas em espaços precários e superlotados. Esses locais se tornam verdadeiras incubadoras para a mutação de patógenos, que se tornam mais resistentes e podem ser transmitidos para outras espécies de animais e para humanos.“Existem medidas muito simples que todos podemos tomar para evitar futuros surtos, como parar de comprar qualquer animal silvestre, vivo ou morto. Este comportamento pode levar a graves surtos de doenças transmissíveis a humanos, como esta que estamos vendo em Wuhan”, finaliza Kate.
Sobre a Proteção Animal Mundial (World Animal Protection) ===  A Proteção  Animal Mundial move o mundo para proteger os animais por mais de 50 anos. A organização trabalha para melhorar o bem-estar dos animais e evitar seu sofrimento. As atividades da organização incluem trabalhar com empresas para garantir altos padrões de bem-estar para os animais sob seus cuidados; trabalhar com governos e outras partes interessadas para impedir que animais silvestres sejam cruelmente negociados, presos ou mortos; e salvar as vidas dos animais e os meios de subsistência das pessoas que dependem deles em situações de desastre. A organização influencia os tomadores de decisão a colocar os animais na agenda global e inspira as pessoas a mudarem a vida dos animais para melhor. Para mais informações acesse:www.protecaoanimalmundial.org.br. << Com apoio de informações/fonte: Ass.Comunicação Proteção Animal Mundia/Guilherme Justo>>

LimpaSP – estréia

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