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Araquém Alcântara, 50 anos de fotografia, “de olho” na Amazônia com mais respeito

Reconhecido mundialmente por suas obras fotográficas, Araquém Alcântara, 68 anos, catarinense de Florianópolis, é um dos precursores da fotografia de natureza no Brasil, comemora 50 anos de uma carreira brilhante e consolidada. Ele é um dos mais importantes fotógrafos em atuação da atualidade, Araquém começou a fotografar ainda menino. Desde 1970, dedica-se integralmente à documentação e proteção da natureza brasileira. E não parou mais.

É o primeiro fotógrafo a documentar todos os parques nacionais do Brasil e a produzir uma edição especial de colaborador para a National Geographic Society, (Bichos do Brasil). É também o primeiro fotógrafo a realizar um ensaio sistemático sobre os ecossistemas e as unidades de conservação do país, trabalho que só finalizou após vinte e dois anos de incessantes expedições pelo sertão do Brasil.

Um retorno à Amazônia === No próximo dia 15 de agosto, Araquém retorna à Amazônia, num momento difícil e delicado em que vive a região e o povo indígena, por onde ficará um mês para registrar novos momentos que completarão sua obra sobre a floresta tropical. As imagens registradas serão expostas em uma feira de Frankfurt, na Alemanha, em outubro de 2021. Esse trabalho também contempla a série de lançamentos comemorativos.

Neste meio século de andança, já conquistou 6 prêmios internacionais e mais de 70 prêmios nacionais. Os 55 livros lançados têm como base criativa o Brasil, sobretudo a Amazônia e o sertão brasileiro.

“Minhas fotos são um canto de amor à natureza e ao povo brasileiro. De um lado a fertilização imensa que é este país amazônico, verdadeira sinfonia de belezas. De outro, a violentação assassina dos santuários ecológicos, a degradação impune da natureza, o povo espoliado, faminto, sem futuro ”, comenta Araquém.

Tudo pela sustentabilidade === Com fotos famosas que rodam o mundo, ele luta pela sustentabilidade, regularização fundiária da Amazônia e proteção dos povos indígenas, e acredita que esse é o momento para vetorizar todos os esforços para que o Brasil se torne uma grande potência verde.

“O momento para mudar o Brasil é agora, precisamos parar o desmatamento! O homem se afastou da natureza e na sua extrema ignorância pensa dominar e domesticar à sua maneira o vasto complexo biológico a que está submetido por leis maiores. Sou um artista de combate, indomado, viajante, colecionador de mundos. Minhas fotos convidam à reflexão, ativam a imaginação e o sonho. Não tenho compromissos com escolas, partidos e ideologias.”

E junto às usas milhares de cliques, recorda: “Eu cheguei a morar 5 meses na Amazônia, foi minha odisseia durante 15 anos, onde pude ver e conhecer as joias raras do país. Minhas fotos não são andaime de nada, elas são como música, celebram a vida.”

Ainda em projetos comemorativos futuros, uma linha de produtos como camisetas, bonés e mochilas com suas obras estampadas estão em negociação.

Um pouco do portifólio ===  São  55 Livros publicados sobre temas ambientais e humanos. Entre eles, o livro de fotografia mais vendido na história do Brasil, o Terra Brasil, que está em sua décima primeira edição. Esse livro tem fotos em acervos de vários museus e galerias, entre eles o Museu do Café, em Kobe, Japão; Centro Cultural Georges Pompidou, Paris; Museu Britânico, Londres, Inglaterra; Museu de Arte de São Paulo (MASP) e Museu de Arte Moderna (MAM), de São Paulo, Brasil.  Com a co-autoria, destacam-se 22 livros, entre eles: Patrimônio Mundial no Brasil – Edição UNESCO, DF, 2002; Unknow Amazon – British Museum, UK, 2001; Brasil Pontos Turísticos – Edição Embratur, São Paulo, 2000.

Prêmios e exposições === Somam-se 32  Prêmios Nacionais — entre eles: o Prêmio Jabuti com o livro Amazônia, em 2006; o Prêmio  Fernando Pini, 2007, de melhor livro de arte do ano, com a obra Mar de Dentro; Prêmio Fernando Pini de Excelência Gráfica com o livro Sertão Sem Fim além de ser finalista do Prêmio Jabuti e do Prêmio Fundação Conrado Wessel 2010. Um pouco antes, em 2009, foi agraciado com a mais importante comenda do Exército, a Medalha do Mérito Militar, pelos serviços prestados à cultura do Brasil. Já com as exposições são 75 individuais realizadas no Brasil e no exterior — com destaque:  Individual – “Terra Brasil” – Pinacoteca do Estado de São Paulo, SP, 1998;  Individual – “Veredas” – Galeria de Babel, 2014; Individual na ECO 92 – Paço Imperial – Rio de Janeiro, 1992.

Com apoio de informações: Acess Midia Comunicação / Heloísa Garcia

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