Os alunos do projeto Fotossensível – Curso de Fotografia visitaram na última semana, a exposição “Gold – Mina de Ouro Serra Pelada”, em cartaz no Sesc Avenida Paulista até 3 de novembro, com o registro da década de 1980 feito pelo premiado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado.

O projeto Fotossensível está na segunda edição, e oferece cursos gratuitos de fotografia para jovens de 14 a 17 anos e professores municipais da região do Parque Vila Maria, na zona norte de São Paulo. O objetivo do projeto é buscar a sensibilização artística do olhar e relação de cada indivíduo com as imagens e com a auto expressão. Elaborado pela REVER Estudos em Fotografia e Aymberê Produções Artísticas, com parceria estratégica do Instituto JCA, e patrocínio da Viação Cometa através do ProAC ICMS.

As mais de cinquenta fotografias da exposição de Sebastião Salgado revelam o que foi o maior garimpo a céu aberto do mundo, na região da Amazônia Paraense. O olhar de Salgado, que trabalhou em agências renomadas antes de criar seu próprio escritório, tornou-se referência no universo da fotografia e a exposição inspira o debate sobre os caminhos da fotografia e as possibilidades trazidas pela contemporaneidade.

Ocupando um andar inteiro da Unidade e outro reservado para a ação educativa, “Gold – Mina de Ouro Serra Pelada” tem a curadoria e design de Lélia Wanick Salgado, responsável pela editoria e organização de todo o trabalho de Sebastião Salgado, co-fundadora da agência Amazonas Images e do Instituto Terra.

Durante a visita ao Sesc Avenida Paulista, os alunos do Fotossensível colocaram em prática parte do conteúdo que tiveram em aula, exercitando o olhar e aproveitando a vivência como mais uma oportunidade de observar um ambiente diferente, as cores, paisagens, luzes e expressões dos rostos captados pela lente de Salgado. “Estou contente e emocionada porque foi a primeira vez que estive numa exposição como essa. Conhecer o trabalho do Sebastião Salgado e o Sesc Paulista foi incrível”, diz Evellyn Victória Souza da Silva, ela estuda na EMF Almirante Tamandaré,  aluna da turma de iniciantes do Fotossensível.

“A ação é mais uma forma do curso de provocar reflexão, bem como mostrar a importância da fotografia, principalmente como registro histórico”, relata Kauã Cardozo, de 16 anos, aluno que se destacou na primeira edição do Fotossensível e, recentemente, atua como monitor dos colegas nessa segunda edição. Além dos estudos e de sua atuação no Fotossensível, Kauã participa de um grupo de teatro e tem como objetivo ingressar no curso superior de artes cênicas.

Para Patrícia Souza Ceschi, idealizadora do projeto, a força de ações educativas como essa está no potencial de sensibilização artística dos jovens. “No Fotossensível, os participantes têm a oportunidade de fruição da linguagem fotográfica, experimentação das artes visuais e de estímulo à expressão a partir de novos sentidos”, explica.

O Fotossensível integra uma ação artística e educativa continuada, desenvolvida pelo Instituto JCA – ligado ao grupo econômico do qual faz parte a Viação Cometa – em parceria com a Aymberê Produções Artística. O programa realiza há quatro anos projetos de arte e ação educativa especialmente elaborados para o Parque Vila Maria, bairro onde a Viação Cometa está situada há mais de 65 anos, além do apoio a outros projetos artístico-culturais.

Dentro do cronograma também está prevista uma visita a exposição de Susan Meiselas, em uma das galerias do Instituto Moreira Salles, em São Paulo, cujo conteúdo serão absorvidos e debatidos ao longo do curso.

 Serviço

 

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