da Redação DiárioZonaNorte ===

O início de um protesto virou uma paralisação em 24 dos 31 Terminais de Ônibus da cidade de São Paulo, nesta 5ª feira (05/09/2019). De repente, os terminais foram sendo bloqueados com os ônibus paralisados e os passageiros sendo comunicados. Em alguns casos, os passageiros deixaram os ônibus distantes dos terminais, já que a fila dos veículos foi crescendo pelas ruas periféricas.

Enquanto isto, desde 8 horas da manhã, os diretores e representantes do  Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo ( Sindimotoristas )  protestavam às portas do Edificio Matarazzo, buscando reuniões com o prefeito e o Secretário Municipal dos Transportes, Edson Caram. Até o começo da tarde, nada foi feito para conversas. E o aviso deste protesto já vinha sendo anunciado há semanas, inclusive com o protesto e reivindicações no site do Sindimotoristas. A Prefeitura de São Paulo tinha conhecimento — até pelo poderio de sua Comunicação e serviços de monitoramento — , inclusive com o problema do repasse dos valores da  Participação nos Lucros e Resultados (PLR), prometido para pagamento nesta 5ª feira (05/09/2019), mas as empresas alegam que não tem recursos para os acertos.

O caos na cidade === Foi o caos na cidade, pegando a população e os trabalhadores de surpresa. À tarde muita gente deixou o emprego mais cedo e retornou às suas casas. O movimento do metrô e dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi intenso, principalmente entre 15h30 e 16h30. Muita gente acabou esperando nos terminais, até dentro dos ônibus, sem condições de ir embora. Muitos com o dinheiro contado para as viagens de ônibus — e até com o roteiro em duas ou três linhas. Outros gastaram o dinheiro não previsto no orçamento, com táxi ou Uber. E  por volta das 19h30  ainda se registrava um movimento fora do normal nas estações de trens da CPTM e do metrô. E fora o congestionamentos de veículos nos principais corredores de tráfego. Até o rodízio de carros foi suspenso na 5ª  feira e, preventivamente, já nesta 6ª feira (06/09/2019). Também está cancelado o sistema de Zona Azul, nesta 6ª feira.

Reunião sem acerto === Aconteceu uma reunião de emergência com a Prefeitura e o Sindimotoristas, mas sem resultados efetivos. Por volta das 17h00, aconteceu uma reunião dos grevistas.  Em frente ao prédio da Prefeitura de São Paulo, ao lado do Viaduto do Chá, os dirigentes do Sindimotoristas dependurados em um caminhão de som fizeram a votação. Fim da paralisação (com retorno dos ônibus às 17h20) e  não deu outra: greve a partir da meia-noite já entrando pela madrugada de 6ª feira (06/09/2019).

O aviso: mais greve e comunicado === Na site do Sindimotoristas o aviso: “Agora é greve! Sem acordo, motoristas param São Paulo!”. E com o seguinte comunicado: ” Foram inúmeras tentativas, mas a intransigência e insensibilidade do prefeito Bruno Covas às reivindicações dos condutores pode resultar em uma das maiores greves de ônibus em São Paulo, anunciada para acontecer nesta  6ª feira, (06/09/2019).

Contrários à redução da frota, preocupados com a garantia dos postos de trabalho e com o atraso do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos trabalhadores, o Sindimotoristas comandou uma manifestação que iniciou com uma caminhada da sede do sindicato na Liberdade até à Prefeitura, no centro de São Paulo.

Embora os dirigentes estivessem dispostos ao diálogo, aguardando uma reunião com o gestor da cidade, o mesmo preferiu ignorar o apelo dos condutores, menosprezando a força e a capacidade de mobilização da categoria.

A intransigência de Covas resultou em um protesto em frente à Prefeitura e o clima de revolta contagiou os trabalhadores que pararam, em um primeiro momento, os ônibus que fazem as linhas do Centro, depois, o movimento se estendeu para os terminais de todas as regiões.

O Secretário Municipal de Mobilidade e Transportes, Edson Caram, convocou uma reunião de urgência com a direção do sindicato, mas já era tarde, sem transporte público, São Paulo parou.

Sem acordo ===  O deputado federal e presidente licenciado do Sindmotoristas, Valdevan Noventa, veio de Brasília para, junto com outros sindicalistas,  participar da reunião com o Secretário, que acabou sendo infrutífera. Edson Caram confirmou a decisão de retirar de circulação mais de mil ônibus até o final do ano, o que deve causar a demissão de 8 mil e 500 trabalhadores. Também, com a extinção da função de cobrador, outros 19 mil pais e mães de família perderão seus empregos. Quanto à PLR, disse que o pagamento será feito em até 10 dias.

Sem acordo, os dirigentes posicionaram os trabalhadores concentrados em frente à Prefeitura sobre a continuidade do impasse. Valdevan Noventa, falando pela categoria, assumiu o compromisso de que os ônibus voltariam a circular no final da tarde de hoje para levar a população para suas casas, mas que a partir da zero hora desta 6[feira (06), nenhum ônibus vai sair das garagens.

“Lamentamos que a situação tenha chegado a tal ponto, devido ao descaso do prefeito Bruno Covas com os trabalhadores em transportes e com a população. O gestor da maior cidade da América Latina e uma das maiores do mundo prioriza o transporte clandestino em detrimento ao transporte público. Então, não restou aos condutores outro caminho para defender seus direitos e empregos. Vamos à luta, vamos pra greve”, finalizou Noventa”

     CPTM e Metrô fazem operação especial em razão da paralisação dos ônibus

Devido ao fechamento de terminais de ônibus, a CPTM e o Metrô, empresas vinculadas à Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (STM), vão operar com oferta máxima de trens e reforço de equipes nas estações também depois do horário de pico, que normalmente é das 17h às 19h30, para atender ao aumento da demanda de passageiros na noite de hoje. A estratégia deve ser repetida na manhã desta 6ª feira (6) caso seja mantida a paralisação dos motoristas de ônibus municipais.

A orientação para quem precisar mudar o trajeto em função da paralisação dos ônibus é consultar o site www.cptm.sp.gov.br e também as redes sociais da Companhia (Twitter @CPTM_oficial e Facebook @CPTM.fanpage) para planejar da melhor forma possível seus deslocamentos neste dia atípico. Mais informações podem ser obtidas na Central de Atendimento da CPTM, pelo telefone 0800 055 0121, que funciona 24 horas.

Para saber sobre a operação do Metrô, o passageiro pode consultar o site www.metro.sp.gov.br e também os perfis da Companhia nas redes sociais (Twitter @metrosp_oficial e Facebook @metrosp). Mais informações podem ser obtidas na Central de Atendimento, pelo telefone 0800 770 7722 que funciona todos os dias das 5h à meia-noite.

=== <<Com apoio de informações/fonte: Sindimotoristas / Secom-PMSP / CPTM e MetrÔ  === Fotos: Assessoria de Imprensa do Sindimotoristas – fotógrafo: Denis Glauber   >>

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