O filme “ADONIRAN – MEU NOME É JOÃO RUBINATO”, de Pedro Serrano, acompanha vida e a obra de Adoniran Barbosa (1910-1982), o maior nome do samba paulista, autor de sucessos como “Trem das Onze” e “Saudosa Maloca”.  A estreia do filme nos cinemas em 23/01/2020 (5ª feira) é uma homenagem ao aniversário da cidade de São Paulo (25/01/2020 – sábado).

Por meio do acervo pessoal do artista, imagens de arquivo raras e depoimentos de amigos e familiares, o público poderá descobrir um personagem multifacetado, que retratou a sua São Paulo em canções e personagens de rádio. Tendo a cidade como coadjuvante, o documentário traça um paralelo entre a metrópole de hoje e aquela vivida por Adoniran. Numa jornada por seu universo criativo, cheio de controvérsias alimentadas por ele mesmo, revela-se, por trás da figura pitoresca e de fala engraçada, um artista profundamente sensível às mazelas do povo.

As músicas de Adoniran estão no imaginário e na memória de todos os brasileiros, são crônicas perfeitas da realidade do povo e muitas delas retratam a transformação da São Paulo provinciana numa megalópole ao longo do século XX. Escutando suas letras, o diretor de ADONIRAN – MEU NOME É JOÃO RUBINATO, Pedro Serrano, sempre achou que eram muito visuais e decidiu fazer o curta-metragem “Dá Licença de Contar” (que abrirá as sessões do documentário nos cinemas), uma viagem onírica pelo universo criativo do sambista.

O curta fez muito sucesso e acabou sendo o ponto de partida para desenvolver o filme em formato de longa-metragem. “Nesse meio do caminho senti a necessidade de me aprofundar no personagem Adoniran Barbosa, de conhecê-lo melhor e consequentemente apresentá-lo novamente ao público. Afinal, mais de três décadas passadas de sua morte, ninguém jamais havia feito um filme sobre o maior nome do samba paulista e, sorte a minha, essa bola sobrou pra mim” comenta o diretor.

ADONIRAN – MEU NOME É JOÃO RUBINATO contou com a ajuda de todos os familiares e amigos vivos do cantor para poder ser realizado e com uma extensa pesquisa de imagens de arquivo. Mesmo com a dificuldade de acesso aos arquivos da Cinemateca Brasileira, a equipe de produção conseguiu imagens raras de filmes em que Adoniran atuou nos anos 30, 40 e 50. Além disso, a equipe contou com o acervo pessoal do artista, que continha roteiros de rádio dos programas que ele fazia na década de 50, fotos, objetos pessoais e um material muito pitoresco da música “Figlio Unico”, a versão de enorme sucesso do “Trem das Onze” na Itália.

Por fim, com auxílio do Conjunto João Rubinato, foi possível colocar no filme gravações raras feitas por ele no começo de carreira e o trabalho deles “Adoniran em Partitura” que traz músicas inéditas encontradas pelo conjunto.

Clique na imagem e assista ao trailer:


“Sou fã sim de Adoniran, mas acima de tudo sou um cineasta paulistano e sinto que essa era uma história que eu poderia contar com propriedade. Falar de Adoniran é falar de São Paulo e de alguma maneira de algo que me pertence; suas histórias que narram o desenvolvimento de uma cidade voraz onde tudo vai abaixo para dar lugar a um prédio fazem parte da história de todos nós que habitamos essa metrópole. Me lembro de ter contato com seus sambas pela primeira vez ainda na primeira infância, através do professor de música da escola e acredito que pra muita gente ocorre da mesma maneira, a obra dele é passada de geração em geração de forma oral e, assim, sua obra se torna parte da formação cultural paulistana e, porque não, brasileira. Acima de tudo, acredito que essa história merecia e deveria ser preservada e resgatada através do filme”, diz o diretor Pedro Serrano.

A obra vai além da figura do grande músico Adoniran Barbosa, é um filme sobre a pessoa Adoniran, o homem por trás do músico e poeta, e não fala apenas sobre seu papel no cenário musical. Intencionalmente, o diretor faz aqui um retrato humano e verdadeiro, que envolve todas as contradições inerentes a uma pessoa. Por mais que o espectador possa querer ver um filme sobre a conhecida figura divertida de Adoniran Barbosa, encontrará também nesse filme a história de João Rubinato, um poeta sensível e batalhador, para quem nem tudo era apenas brincadeira.


Ficha técnica:

ADONIRAN – MEU NOME É JOÃO RUBINATO

Direção e Roteiro: Pedro Serrano / Produção: Cao Quintas, Cassio Pardini, Pedro Serrano, Frederico Lapenda / Pesquisa: Pedro Serrano e Christian Grinstein / Fotografia: David Rossetto e Pedro Serrano / Montagem: Christian Grinstein, Gabriel Peixoto, Pedro Serrano / Desenho de Som: Danilo Chen / Música Original: Arthur Decloedt / Trilha Sonora: Rafael Benvenuti / Produção executiva: Jacqueline Manzini / Produtora: Latina Estúdio e Nation Filmes / Co-produção: Canal Brasil / Distribuição: Pandora Filmes / País: Brasil  / Ano: 2018  / Duração: 92 min. / Classificação: livre / Assessoria de Imprensa: Sinny

Estreia nos cinemas: 23/01/2020 – próximo ao aninversário da cidade de São Paulo.


SOBRE O DIRETOR  ===  Pedro Serrano é diretor e roteirista. Seu primeiro documentário, “Luto em Luta”, um libelo contra a violência no trânsito ganhou Melhor Longa-metragem no 1ºMobfilm.  Seu curta-metragem “Dá Licença de Contar”, baseado na obra de Adoniran Barbosa, foi exibido em diversos festivais nacionais e internacionais e venceu alguns prêmios. Seu último documentário “Adoniran, Meu Nome é João Rubinato” abriu o É Tudo Verdade 2018 e venceu Melhor Montagem e Melhor Trilha Sonora no 13º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro. Atualmente trabalha desenvolvendo novos projetos de longa-metragem.

SOBRE A NATION FILMES === A Nation é uma produtora brasileira independente de entretenimento e publicidade que desenvolve, co-financia e comercializa suas produções audiovisuais originais, eventos culturais e exposições. Atualmente a Nation faz a produção executiva de um webreality e produz uma serie de tv além de filmes publicitários e clipes. Para 2020 desenvolve dois longas, uma serie, um documentário e duas exposições. A Nation investe em produtos comerciais e novos talentos. www.nationfilmes.com

SOBRE A LATINA ESTUDIO === Atuando no mercado de entretenimento desse 2008, a Latina Estudio conta em seu line-up com coproduções exibidas e premiadas em diversos festivais globais.  Tendo participado em todas as ações transmídia do projeto Adoniran Barbosa (curta-metragem Dá Licença de Contar, Programa de TV com as inéditas Se Assoprar Eu Posso Acender de Novo, exposição Trem da Onze), em 2020 assina também a produção do documentário Adoniran, Meu Nome é João Rubinato.

SOBRE A PANDORA FILMES  ===  A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Gustavo Steinberg, Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Roberto Moreira, Beto Brant, Fernando Meirelles, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Armando Praça e Gabriela Amaral Almeida. Em 2019, a distribuidora criou o projeto Caixa de Pandora que visa programar filmes premiados, escolhidos através de uma cuidadosa curadoria para serem exibidos em salas comerciais da rede Cinépolis, em 20 cidades do Brasil.


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