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A dura realidade do mundo e da crise climática está na exposição “O Dia Seguinte”

Tempo de Leitura: 4 minutos
  • A exposição fica em cartaz por um mês — até 14/11/2021
  • Uma viagem pelo passado, presente e a incógnita de um futuro

Começa nesta 5ª feira (14/10/2021)  a exposição gratuita “O Dia Seguinte“, que tem como foco a conscientização acerca da crise climática a partir dos centros urbanos. A mostra traz espaços lúdicos e sensoriais para o público experienciar os efeitos das mudanças climáticas e suas consequências nas cidades.

“O Dia Seguinte” conta desde a história do aquecimento global, explicando como a humanidade chegou até aqui, e apresenta soluções possíveis para a crise climática a partir das cidades.

Atualmente, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU),os centros urbanos ocupam apenas 3% da superfície do planeta, mas consomem 70% de toda a energia gerada no mundo.

“Acredito que precisamos repensar nosso estilo de vida como um todo, e o conhecimento é o primeiro passo das mudanças. Tendo informação, nós podemos escolher a cidade e o mundo que queremos viver. É esta reflexão que propomos ao longo da experiência na exposição”, afirma Felipe Lobo, diretor da produtora Na Boca Do Lobo, idealizador e realizador do evento.

Com o objetivo de falar da relação entre cidades e clima, O Dia Seguinte usa dois pontos de partida: a cidade do futuro que queremos e a que não queremos, e com isso mostra como os modelos de desenvolvimento urbano impactam positiva e negativamente o clima, trazendo temas como infraestrutura, paz e segurança, saúde, igualdade de gênero, justiça climática, direitos humanos, segurança alimentar e energia como fatores a se refletir.

A vivência da exposição passa por cinco módulos que unem informações em projeções, pisos de led, telas interativas, animações, jogos e experiências empíricas a fim de pensar em como as cidades impactam o clima e como elas são um elemento transformador para a construção de um mundo sustentável.
“O Dia Seguinteé mais do que exposição.
É uma experiência imersiva nos impactos das mudanças do clima nas cidades e na vida das pessoas, além de uma reflexão sobre as oportunidades para um futuro de baixo carbono e de uma vida mais justa e equilibrada, com cidades sustentáveis e inclusivas para todos seus habitantes.

A crise climática é uma crise humana. Ela se relaciona diretamente a tudo o que há de mais importante em nossas vidas: saúde, energia, educação, igualdade social, de gênero e de raça, infraestrutura, mobilidade, alimentação, segurança.

A questão é que nós simplesmente não fazemos essa conexão. Mas e se fizermos? Bem, nesse caso, podemos desde já começar a construir um futuro diferente. O recado dos cientistas é claro, e temos uma janela curta de tempo para isso. Mas que dá tempo, dá!

E é isso o que O Dia Seguinte quer mostrar. Por meio de experiências imersivas, com auxílio de painéis e pisos de led, telas touch, mapeamento 2D e 3D e muita informação, convidamos o visitante a sentir os efeitos do clima nas cidades e nas nossas vidas, e conhecer as soluções e oportunidades que temos pela frente em áreas como economia, moradia, energias renováveis, mobilidade, novos negócios e muito mais. Acreditamos que as sensações geram vontade de transformação.

O presente e o futuro

O passado do mundo é apresentado ao público na entrada da exposição, para que se entenda tanto o presente quanto potenciais futuros. Nesta etapa, um piso de LED mostra a dualidade entre os aspectos positivos e negativos das cidades, convidando os espectadores para o início da reflexão.

No mesmo ambiente, também há uma grande escultura do globo terrestre feita por resíduos domésticos que chama a atenção para o impacto do consumo diário da sociedade.

Em [Des]ordem, o público é convidado a refletir como a desigualdade social nas cidades faz com que os impactos climáticos sejam sentidos em maior nível por populações economicamente vulneráveis.
A ONU estima que em 2050 podemos ter 250 milhões de refugiados climáticos no mundo. Neste módulo, em uma sala escura, alvéolos de LED nas paredes e no teto projetam eventos climáticos extremos reais pelo mundo promovendo uma experiência imersiva, complementada com uma intensa experiência sensorial de chuvas, fumaças e ventos.
Já em [Des]humanidades, a exposição apresenta ao público histórias reais de pessoas impactadas pelos eventos climáticos extremos, que deixam rastros de destruição por onde passam.
Com animações em 2D e 3D projetadas em paredes, no piso e em um globo terrestre, a exposição apresenta em [Trans]formação a história da Humanidade, desde a Pangeia, passando pelos dinossauros, História Antiga, até chegar na Revolução Industrial, momento em que acende o farol amarelo do planeta, com o surgimento das grandes cidades e suas tecnologias modernas.

A exposição tem apresentação do Ministério do Turismo por meio da Lei de Incentivo à Cultura e patrocínios Prata da Colgate-Palmolive e Bronze do banco BV e da Brasilseg. O Museu Catavento – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo– é parceiro especial. Conta com apoio da Open Society Foundations, além de ONU-Habitat, UNIC-Rio, Transporte Ativo, WayCarbon, LeToon.

Serviço:

Exposição O Dia Seguinte

  • Local: Museu Catavento
  • Endereço: Av. Mercúrio, s/n – Parque Dom Pedro II, São Paulo
  • Horário de funcionamento: 3ª feira a domingo das 9 às 17 hs
  • Agendamento de visitas: 2ª a 6ª feira das 9 às 17 hs
  • Telefones: 11 3246 4067 /4140/ 4167.
  • Preço: Gratuito
  • Classificação indicativa: livre

<<Com apoio de informações/fonte: Agência Lema/Reinaldo Silva e Carolina Bressane>>


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