Um livro que transcende a simples análise da situação política de uma nação. Como destruir um país – Uma aventura socialista na Venezuela, lançado no Brasil pela Citadel Editora e escrito por Marcelo Suano, doutor em ciência política e consultor internacional, agrega valor histórico ao momento contemporâneo daquele país.

O autor descreve com riqueza de detalhes o período compreendido desde a reeleição de Hugo Chávez, passando por sua morte, a ascensão de Nicolás Maduro e os fatos que se sucederam, até a posse da Assembleia Nacional Constituinte. “Os dezessete anos de bolivarianismo na Venezuela praticamente impuseram uma deturpação da democracia no país. A ideologia implantada cria uma espécie de laço de sangue entre os bolivarianos, que acham que receberam direito divino ao poder que alcançaram, com a pretensão de redimirem o povo”, adverte o Suano.

O futuro incerto === O título do livro foi considerado “instigante e atual” pelo vice-presidente da República, Antônio Hamilton Martins Mourão, que assina o prefácio da obra. “O futuro é uma interrogação, os mares estão revoltos, mas o povo venezuelano saberá achar o caminho para apaziguar o país e retomar a caminhada rumo à paz e ao merecido progresso de sua sociedade”, sugere Mourão.

A obra é dividida em três partes e em todas elas é notória a facilidade do autor em conduzir o leitor à compreensão da complexidade e da importância dos fatos. Na primeira parte, “para destruir um país é importante distorcer princípios, valores e conceitos!”, Suano explora a distorção de palavras como democracia e Constituinte. Fatos que, segundo o autor, têm afetado diretamente a realidade da população venezuelana.

Detalhes dos acontecimentos === Na segunda parte, chamada “Uma crônica da violência”, o escritor apresenta uma visão mais detalhada dos acontecimentos, com uma crítica minuciosa aos disparates cometidos pelos representantes políticos daquele país, como fraudes em eleições e mentiras relacionadas à oposição, e descreve a tensão e violência causadas por essa forma de governar, dentre muitas outras atrocidades.

Por último, em “Tópicos sobre a ascensão da esquerda na América Latina do século XXI”, o autor segue com sua apurada visão analítica, mas enfocando os impactos negativos que a esquerda bolivariana tem causado. Exemplo disso é o mirabolante status de “salvadora da pátria”, a recriação de fatos ruins em bons e outros cenários montados, como afirma o autor, para “iludir o povo de que este tem o poder em suas mãos”.

“Curiosamente, todas as formas de silenciar a discordância são feitas em nome da democracia! Complementarmente, se deve dizer ainda que a justificativa moral para exigir a permanência no poder é de que suas intenções e objetivos são produzir a igualdade do povo e a extinção da pobreza na sociedade” (Como destruir um país, página 24).


Ficha técnica:

  • Título: Como destruir um país – Uma aventura socialista na Venezuela
  • Autor: Marcelo Suano
  • Páginas: 336
  • Edição: 1ª (Agosto 2019)
  • Formato: 16x23cm
  • Valor: R$ 42,90

Sobre o autor Marcelo Suano  === É doutor e mestre em ciência política pela USP, com pesquisa sobre o pensamento político e militar brasileiro. Bacharel (1992) e licenciado (1995) em filosofia também pela Universidade de São Paulo. Atua como internacionalista e no jornalismo há 15 anos e é professor universitário há mais de 17 anos, sendo atualmente professor titular do curso de relações internacionais do IBMEC de São Paulo, tendo ainda exercido cargos de coordenação e diretoria de cursos em outras faculdades. Exerceu funções de consultoria em política internacional em Brasília e assumiu cargos de assessor político e de planejamento estratégico na Câmara dos Deputados e no Senado Federal entre 2011 e 2017. É sócio fundador do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais, sendo também presidente do conselho editorial do CEIRI NEWS (https://ceiri.news), principal portal independente no Brasil, exclusivamente de relações internacionais. É palestrante das representações da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) do Rio Grande do Sul e foi diretor adjunto e diretor do CEPEG da ADESG/POA/RS. Foi articulista do broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (política internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV no Brasil e no exterior. Ministra cursos e palestras sobre relações internacionais, política internacional, pensamento político e militar brasileiro, bem como sobre a conjuntura política brasileira. É autor de livro sobre o pensamento militar brasileiro, de artigos em teoria das relações internacionais, política internacional e política brasileira.

A Editora === Transformar a vida das pessoas. Foi com esse conceito que a Citadel Grupo Editorial, nasceu. Mudar, inovar e trazer mensagens que possam servir de inspiração para nossos leitores. Trabalhamos com escritores renomados como, Napoleon Hill, Sharon Lechter, e Clóvis de Barros Filho. Dessa maneira, as obras propõem uma reflexão sobre atitudes que devemos tomar para que tenhamos uma vida profissional ou pessoal, bem sucedida. Com esta ideia central, a Citadel busca aprimorar obras que tocam de alguma maneira o espírito do leitor.


<< Com apoio de informações/fonte: LC Agência de Comunicação / Fernanda Baruffaldi >>

 

 

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